Investigação aponta falhas na aterrissagem e condições climáticas adversas como fatores do acidente
As autoridades da Bolívia confirmaram a prisão do piloto e do copiloto de uma aeronave militar envolvida em um acidente que deixou mais de 20 mortos. Os dois são investigados por homicídio culposo, quando não há intenção de matar.
O caso ocorreu em 27 de fevereiro, no Aeroporto Internacional de El Alto, durante uma tentativa de pouso. Segundo as investigações, o avião da Força Aérea Boliviana saiu da pista, atravessou a área aeroportuária e invadiu uma avenida próxima, atingindo pessoas que estavam no local.
De acordo com o promotor Favio Maldonado, a ordem de prisão foi expedida na última quinta-feira e cumprida pelas autoridades. Os militares foram ouvidos oficialmente no dia seguinte, dando início à fase mais avançada das investigações.
Relatórios preliminares indicam que a aeronave apresentou instabilidade durante a aproximação para o pouso, resultando em uma aterrissagem fora do ponto ideal da pista. Também foram identificados problemas na comunicação com o controle de tráfego aéreo, além de possíveis falhas operacionais por parte da tripulação.
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As condições climáticas no momento do acidente eram desfavoráveis, com registro de chuva intensa, granizo e tempestade elétrica, o que pode ter contribuído para a perda de controle da aeronave.
Outro fator apontado foi o contato inicial do avião com o solo pelo trem de pouso dianteiro, o que comprometeu o sistema de frenagem e dificultou a desaceleração.
A aeronave transportava oito tripulantes e uma carga de dinheiro do Banco Central boliviano, estimada em cerca de 60 milhões de dólares. Após o impacto, parte das cédulas se espalhou pela área, e moradores chegaram a recolher o dinheiro. Posteriormente, o governo informou que as notas foram anuladas.
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Para a comissão investigadora da Força Aérea, há indícios de que o acidente poderia ter sido evitado. O caso segue em apuração e deve resultar em responsabilizações conforme o avanço das análises técnicas e judiciais.