O governo e órgãos ambientais atualizaram as regras para a captura do pirarucu em partes do país fora de sua área natural de ocorrência. O pirarucu (Arapaima gigas) é um peixe nativo da bacia amazônica e considerado predador de topo no ecossistema, com potencial para desequilibrar outras espécies quando aparece em rios e lagos onde não deveria estar.
Com base em uma instrução normativa do Ibama, a espécie passou a ser classificada como exótica invasora nas bacias hidrográficas do Paranaíba e do São Francisco, o que levou à liberação da pesca, captura e abate sem limites nessas regiões, sem necessidade de devolver o peixe à água depois de capturado.
Em Goiás e no Distrito Federal, isso significa que pescadores podem capturar o pirarucu nesses rios e lagos como forma de controle ambiental, já que ele não é originalmente desse ambiente e pode reduzir a biodiversidade local ao competir com espécies nativas ou alterar a cadeia alimentar.
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Por outro lado, em áreas onde o pirarucu é considerado parte natural do ecossistema, como a bacia Tocantins?Araguaia, a pesca continua proibida para proteger a espécie no ambiente onde ela pertence.

Pesca é liberada nas bacias hidrográficas do Paranaíba e
São Francisco e proibida na Tocantins-Araguaia, onde a
espécie é nativa. (Foto: Reprodução/SEMAD)
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A medida é parte de ações mais amplas de manejo de espécies fora de seus habitats naturais, buscando reduzir o impacto de introduções não planejadas sobre a fauna aquática local.