A pandemia é a explicação? A queda começa bem antes, em 2012, quando o smartphone e as redes sociais começam a tomar a adolescência de assalto.
Os resultados do Pisa 2026 devem voltar a colocar a qualidade da educação entre os principais desafios do Brasil. A avaliação internacional, coordenada pela Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE), mede o desempenho de estudantes de 15 anos em áreas como matemática, leitura e ciências e permite comparar os sistemas educacionais de diferentes países.
Mais do que observar a posição do Brasil no ranking, os resultados ajudam a identificar dificuldades que atingem a aprendizagem dos estudantes. Entre os problemas estão defasagens acumuladas ao longo da trajetória escolar, desigualdades entre diferentes grupos sociais e dificuldades para garantir que alunos de diferentes regiões tenham acesso a uma educação de qualidade.
Para melhorar esse cenário, especialistas defendem medidas que vão desde o fortalecimento da alfabetização e da aprendizagem básica até a valorização dos professores. A formação continuada dos profissionais, melhores condições de trabalho e políticas capazes de identificar rapidamente estudantes com dificuldades também são apontadas como medidas importantes.
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Outro desafio é reduzir as desigualdades educacionais. O desempenho dos alunos está relacionado a fatores como renda familiar, acesso a recursos, infraestrutura das escolas e oportunidades de aprendizagem. Por isso, mudanças estruturais precisam ser acompanhadas de políticas voltadas principalmente aos estudantes que enfrentam as maiores dificuldades.
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O debate provocado pelo Pisa também mostra que melhorar a educação exige continuidade e planejamento de longo prazo. Em vez de depender apenas de mudanças pontuais, especialistas defendem políticas educacionais consistentes, acompanhamento dos resultados e investimentos capazes de transformar a aprendizagem dentro das salas de aula.