Apesar do crescimento, o cartão de crédito continua como principal meio de pagamento, responsável por 41,5% das transações
O Pix ganhou ainda mais espaço nos bares e restaurantes brasileiros e já responde por 20,5% das vendas presenciais no setor, segundo pesquisa da Associação Brasileira de Bares e Restaurantes (Abrasel).
O levantamento, realizado com 2.109 estabelecimentos, mostra que o sistema de pagamento instantâneo avançou principalmente entre pequenos negócios, redes de alimentação rápida e empresas das regiões Norte e Nordeste.
Apesar do crescimento, o cartão de crédito continua como principal meio de pagamento, responsável por 41,5% das transações. Em seguida aparecem o cartão de débito, com 25,1%, o Pix, com 20,5%, dinheiro em espécie, com 8,3%, e vouchers, com 4,6%. O cheque representa menos de 1% das vendas.
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Na comparação com 2024, quando a Abrasel realizou o primeiro levantamento sobre o tema, o Pix saltou de 16,5% para 20,5% das operações. O avanço ocorreu principalmente com a redução do uso do dinheiro em espécie.
Entre os pequenos estabelecimentos, a adesão é ainda maior. Empresas com faturamento anual de até R$ 130 mil registram participação do Pix de 30,4% nas vendas realizadas no salão e balcão. Já negócios que faturam entre R$ 130 mil e R$ 360 mil chegam a 22,6%.
Por tipo de estabelecimento, o Pix aparece com maior força na alimentação rápida, onde representa 24,6% dos pagamentos. Em restaurantes especializados, chega a 21%, enquanto bares e casas noturnas registram 19,9%.

Foto: Marcello Casal Jr/Agência Brasil
A região Norte lidera o uso do sistema, com 29,8% das vendas feitas via Pix, superando até mesmo o cartão de débito. O Nordeste aparece na sequência, com participação de 24,2%. Nas demais regiões, o meio de pagamento ocupa a terceira posição: Sudeste (18,1%), Centro-Oeste (17,9%) e Sul (16,5%).
Para a Abrasel, o crescimento do Pix está ligado à busca por praticidade dos consumidores e à redução de custos operacionais para os empresários.
“O cliente quer rapidez, praticidade e segurança no momento do pagamento. Ao mesmo tempo, o empresário busca soluções que reduzam custos e tragam mais previsibilidade ao fluxo de caixa”, afirmou o presidente da entidade, Paulo Solmucci.
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A associação destaca ainda que o Pix passou a ser utilizado não apenas como forma de pagamento, mas também como ferramenta para programas de fidelidade, integração com pedidos digitais e melhoria da gestão dos estabelecimentos.