Prática realizada na Austrália segue tradição balinesa
Uma família decidiu transformar a placenta de um bebê em parte de um ritual simbólico realizado após o nascimento. O órgão foi enterrado sob uma planta e regado com leite materno, em uma cerimônia que busca representar a ligação entre a criança, a família e a natureza.
A prática de enterrar a placenta não é inédita e aparece em diferentes culturas e tradições. Em alguns casos, o órgão é colocado junto a uma árvore ou planta, que passa a representar o crescimento e a trajetória da criança. Há famílias que também utilizam a placenta para produzir o chamado “carimbo da árvore da vida”.
No ritual, o enterro ganha um significado simbólico relacionado ao vínculo criado durante a gestação. A placenta é o órgão responsável por realizar trocas fundamentais entre mãe e bebê durante a gravidez, incluindo o fornecimento de oxigênio e nutrientes e a eliminação de resíduos do metabolismo fetal.
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A escolha de plantar a placenta também pode ser associada à ideia de acompanhar o desenvolvimento da criança por meio do crescimento da planta. Em algumas tradições, a árvore cultivada sobre o local onde o órgão foi enterrado é vista como um símbolo de proteção, conexão e continuidade da vida.
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Apesar de pouco comum no Brasil, o costume de dar um destino simbólico à placenta é adotado por algumas famílias após o parto. O ritual, no entanto, está relacionado principalmente a crenças, tradições e significados afetivos, e não deve ser confundido com uma prática médica comprovada.