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Política no Amazonas
Plínio Valério aponta colapso social e econômico após ação contra garimpo no Amazonas
Foto: Reprodução

O senador também contestou informações divulgadas pelo Ministério da Justiça, que afirmava que a operação teria como alvo dragas de mineração

Durante sessão da Comissão de Infraestrutura do Senado, o senador Plínio Valério (PSDB-AM) relatou o colapso social, econômico e ambiental gerado por operações que desabrigaram milhares de famílias em flutuantes de mineração artesanal nos municípios de Humaitá e Manicoré, no Amazonas.

 

O parlamentar pediu ao presidente da comissão, Marcos Rogério (PL-RO), que cobre com urgência do Ministério da Justiça uma resposta sobre o requerimento enviado para identificar a autoria da decisão judicial que autorizou as operações, realizadas a pedido do Ministério Público do Amazonas após denúncias do Greenpeace.

 

“Não sabemos de onde partiu a decisão judicial. É urgente que o Ministério da Justiça esclareça o requerimento enviado pela comissão sobre a operação em Manicoré e Humaitá. Ainda está sem resposta uma denúncia gravíssima de atentado contra a soberania nacional, feita pela Defensoria Pública do Amazonas”, afirmou Plínio.

 

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“Chegaram para uma mulher gestante com criança e disseram que, se não saísse, teria que ir a nado. Um jovem pediu pelo amor de Deus, foi atingido por bala de borracha. Não podemos ficar calados diante disso”, relatou Plínio.

 

O senador também contestou informações divulgadas pelo Ministério da Justiça, que afirmava que a operação teria como alvo dragas de mineração:

 

“Mentira que é draga. Não destruíram nenhuma, porque na draga a resistência é maior. Essas operações atingiram milhares de famílias, colapsando o comércio, afetando o meio ambiente e violando direitos humanos”, acrescentou.

 

 

GREENPEACE E MONITORAMENTO REMOTO

 

Desde 2019, o Greenpeace Brasil utiliza o sistema de monitoramento remoto Papa Alpha, que combina radar e imagens de satélite para fiscalizar rios e florestas da Amazônia. Segundo Plínio, esse sistema teria sido determinante para acionar o Ministério Público e desencadear operações que impedem atividades de geração de emprego e renda na região, incluindo pequenas propriedades de agricultores familiares.

 

“Por meio desse sistema, conseguimos monitorar qualquer perturbação da floresta, ir a campo para registrá-las e expor atividades ilegais da Amazônia a nível internacional”, afirma Nilo D’Avila, pesquisador sênior do Greenpeace Brasil.

 

Plínio Valério elogiou a participação da Comissão de Direitos Humanos do Senado, que realizou diligência a seu pedido para levantar o impacto social e ambiental das operações. A senadora Damares Alves (Republicanos) acompanhou a visita e se emocionou com os relatos:

 

“Vimos famílias inteiras desabrigadas, crianças traumatizadas e mulheres vulneráveis sendo ameaçadas. Direitos humanos foram completamente desrespeitados”, declarou Plínio.

 

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O relatório da diligência será encaminhado a órgãos nacionais e internacionais, reforçando a necessidade de transparência e responsabilização sobre as ações que provocaram o caos social e ambiental em Humaitá e Manicoré.

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