Policiais admitiram erro durante depoimento e caso segue sob investigação da Polícia Civil e da corregedoria da PM.
Os policiais militares envolvidos na ação que resultou na morte dos pedreiros Marcelo da Cruz Silva e Edvan Felipe de Assis, em São Gonçalo, na Região Metropolitana do Rio de Janeiro, admitiram em depoimento que confundiram uma ferramenta de construção com um fuzil.
Segundo informações divulgadas pela investigação, os trabalhadores estavam em uma motocicleta transportando uma régua de medição utilizada em obras quando foram baleados pelos agentes.
Em depoimento à Delegacia de Homicídios de Niterói, São Gonçalo e Itaboraí (DHNSG), os policiais afirmaram que acreditaram estar diante de homens armados. Eles alegaram ainda que havia forte neblina no momento da ocorrência, o que teria dificultado a visualização correta do objeto carregado pelas vítimas.
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Os agentes também informaram que algumas câmeras corporais utilizadas na operação estavam descarregadas no momento da ação.
A Polícia Civil analisa as imagens disponíveis das câmeras corporais e apura relatos de testemunhas que afirmam que não houve abordagem prévia nem operação policial na região no momento dos disparos.
A Polícia Militar informou que os policiais do 7º BPM, em Alcântara, foram afastados das funções operacionais enquanto as investigações continuam. As imagens registradas pelos equipamentos dos agentes foram entregues à Polícia Civil e também estão sendo avaliadas pela corregedoria interna da corporação.
Em nota, a PM declarou que instaurou procedimento para apurar o caso e afirmou que colabora com as investigações para o esclarecimento completo dos fatos.
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Durante a perícia, a Polícia Civil recolheu a régua de obra e um tripé que estavam com os pedreiros e que teriam sido confundidos com armamentos pelos policiais. Outras testemunhas também já foram ouvidas, enquanto novas diligências seguem em andamento.