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Pobreza na Argentina sobe para 32,3% e atinge 44,5% das crianças
Foto: Tomas Cuesta/Getty Images

O índice de pobreza no país vizinho subiu mais de quatro pontos percentuais no primeiro semestre - número no início do ano era de 28,2%

A pobreza na Argentina atingiu 32,3% da população no primeiro semestre de 2026, segundo dados divulgados pelo Instituto Nacional de Estatística e Censos (Indec). O índice representa uma alta de 4,1 pontos percentuais em relação aos 28,2% registrados no segundo semestre de 2025 e interrompe uma sequência de queda observada desde 2024.

 

A situação é ainda mais grave entre crianças e adolescentes. De acordo com o levantamento, 44,5% das pessoas de até 14 anos estavam abaixo da linha da pobreza no período, ante 41,3% no semestre anterior. A taxa de indigência nessa faixa etária chegou a 10,8%.

 

A indigência também aumentou entre a população argentina e passou de 6,3% para 7,5%. O indicador considera as pessoas cuja renda familiar não é suficiente para comprar a cesta básica de alimentos. Já a linha da pobreza leva em conta uma cesta mais ampla, que inclui despesas como moradia, transporte e vestuário.

 

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O resultado ocorre em um período de perda de ritmo da economia argentina. Em julho, a atividade econômica recuou 2,9% na comparação com junho, segundo o Indec. Os dados de pobreza também mostram que a renda familiar per capita cresceu 11,5%, mas as cestas utilizadas no cálculo avançaram mais: 19,6% no caso da cesta básica total e 21,4% na cesta alimentar.

 

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O governo argentino reconheceu a alta dos indicadores. O ministro da Economia, Luis Caputo, destacou que, apesar do aumento em relação ao segundo semestre de 2025, as taxas continuam abaixo das registradas no primeiro semestre de 2024, quando a pobreza chegou a 52,9% e a indigência a 18,1%. O novo levantamento, porém, mostra uma interrupção da trajetória de redução observada nos períodos anteriores. 

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