No documento apresentado à PF e encaminhado ao Supremo Tribunal Federal (STF), advogados do senador solicitam que, no lugar da oitiva, sejam consideradas suficientes as justificativas apresentadas por escrito. Defesa nega calúnia
A Polícia Federal cancelou o depoimento que seria prestado pelo senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) no inquérito que apura uma suposta calúnia contra o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). A decisão ocorreu após a defesa do parlamentar apresentar novos documentos e pedir a análise do material antes da oitiva.
A investigação apura uma publicação feita por Flávio nas redes sociais em janeiro deste ano, na qual o senador afirmou que Lula seria “delatado” e associou o presidente a acusações de crimes. A Polícia Federal apontou, no relatório do caso, que as declarações poderiam configurar calúnia por atribuição de crimes sem comprovação.
Segundo a defesa de Flávio Bolsonaro, os documentos apresentados poderiam contribuir para esclarecer os fatos investigados e, por isso, os advogados solicitaram que o material fosse considerado antes da realização do depoimento. A oitiva havia sido solicitada após manifestação da Procuradoria-Geral da República (PGR), que defendeu que o senador fosse ouvido antes de uma decisão sobre os próximos passos do caso.
Veja também

Lula reúne ministros e bancos públicos para definir ações do programa Move Brasil
O inquérito tramita no Supremo Tribunal Federal (STF), sob relatoria do ministro Alexandre de Moraes. Após a conclusão das diligências, a PGR poderá avaliar se apresenta denúncia, solicita novas medidas ou pede o arquivamento da investigação.
Curtiu? Siga o PORTAL DO ZACARIAS no Facebook, Twitter e no Instagram.
Entre no nosso Grupo de WhatApp, Canal e Telegram
A defesa do senador nega irregularidades e afirma que a manifestação publicada por Flávio está dentro do direito de crítica política. Já os investigadores avaliam que o conteúdo ultrapassou os limites da liberdade de expressão ao atribuir possíveis crimes ao presidente da República.