Investigação apura desvio de recursos destinados à educação; servidores foram afastados e Justiça determinou bloqueio de mais de R$ 1,3 milhão em bens.
A Polícia Federal deflagrou, nesta terça-feira (28), a Operação Delivery, com apoio da Controladoria-Geral da União em Alagoas (CGU/AL), para investigar um suposto esquema de corrupção e desvio de recursos públicos federais destinados a obras de construção e reforma de escolas e quadras esportivas no município de Murici, em Alagoas.
Durante a ação, foram cumpridos seis mandados de busca e apreensão nas cidades de Murici e Maceió. A Justiça também autorizou o bloqueio de bens e valores de até R$ 1.301.762,59, além do afastamento cautelar de servidores públicos suspeitos de envolvimento nas irregularidades.
As investigações tiveram início em novembro de 2025, após a prisão em flagrante de um homem que transportava R$ 270 mil em espécie. A partir desse episódio, a Polícia Federal identificou indícios da existência de um esquema de pagamento de propina para favorecer empresas interessadas em contratos de obras públicas.
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Segundo a PF, há suspeitas de que agentes públicos solicitavam vantagens indevidas em troca de informações privilegiadas e do direcionamento de processos licitatórios, além de receberem percentuais sobre os contratos firmados com recursos federais.
Durante o cumprimento dos mandados, os policiais apreenderam dinheiro em quatro moedas diferentes: R$ 123 mil em espécie, US$ 1.697, 7.345 euros e 550 libras esterlinas, totalizando aproximadamente R$ 178.048,31. Os valores passarão por perícia para verificar se possuem ligação com os crimes investigados.
A Polícia Federal informou que as investigações continuam para identificar todos os envolvidos, esclarecer a origem dos recursos apreendidos e apurar a extensão do suposto esquema.
Caso as irregularidades sejam confirmadas ao final do inquérito, os investigados poderão responder por crimes como corrupção, fraude em licitações, desvio de recursos públicos e outros delitos que venham a ser identificados durante a apuração.
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De acordo com a PF, o objetivo da operação é proteger recursos federais destinados à melhoria da infraestrutura da educação e garantir a correta aplicação do dinheiro público em benefício da população.