Empresa sediada em Campina Grande, na Paraíba, foi alvo da Operação Arena. O Ministério da Fazenda determinou a suspensão da atuação da Pixbet e determina devolução de apostas
A Polícia Federal investiga o uso dos CPFs de 549 pessoas mortas em operações de câmbio que teriam relação com um esquema envolvendo empresas de apostas esportivas. A suspeita é de que os dados tenham sido utilizados para dificultar o rastreamento da origem e do destino de recursos movimentados pelo grupo.
As apurações apontam para a utilização de diferentes estruturas financeiras, empresas e operações de câmbio para movimentar valores. Segundo informações da investigação, recursos relacionados às apostas teriam passado por empresas nacionais e estrangeiras antes de retornar ao grupo.
A investigação também analisa o uso de ativos digitais e empresas constituídas no exterior. De acordo com a Receita Federal, algumas dessas empresas receberam valores elevados sem apresentar atividade econômica compatível com as movimentações. A estratégia teria como objetivo dificultar a identificação dos responsáveis pelo dinheiro.
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O caso faz parte de uma investigação mais ampla sobre suspeitas de lavagem de dinheiro e evasão de divisas envolvendo o mercado de apostas. Na Operação Arena, deflagrada nesta quinta-feira (13), a PF cumpriu 17 mandados de busca e apreensão em cinco estados e houve autorização para o sequestro de até R$ 1,1 bilhão em bens e valores.
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Foto: Polícia Federal
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As autoridades também investigam possíveis irregularidades fiscais e outras formas utilizadas para ocultar recursos. Os responsáveis poderão responder pelos crimes que forem identificados ao longo das investigações, enquanto a PF busca esclarecer como os dados das 549 pessoas já falecidas foram utilizados nas operações financeiras.