Protestos começaram com estudantes e se espalharam pelo país, em meio à insatisfação com o custo de vida e os serviços públicos
A polícia francesa entrou em confronto com manifestantes neste sábado (17), durante uma série de protestos contra o aumento do custo de vida e a perda do poder de compra da população. Em Paris, agentes utilizaram gás lacrimogêneo e jatos d’água para dispersar grupos que entraram em confronto com as forças de segurança.
As manifestações ocorreram em diversas cidades do país e reuniram estudantes, trabalhadores, integrantes de sindicatos e apoiadores do movimento dos Coletes Amarelos. Os participantes protestam contra a alta dos preços de combustíveis, energia e alimentos, além de cobrarem melhores salários, aposentadorias e investimentos nos serviços públicos.
Em Paris, grupos de manifestantes encapuzados lançaram objetos e fogos de artifício contra policiais na região da Place de la République. Durante os confrontos, veículos foram incendiados e estabelecimentos comerciais sofreram danos. Em Lyon, um escritório de turismo foi saqueado e atingido por um incêndio, enquanto em Marselha também foram registrados danos a prédios e lojas.
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O Ministério do Interior informou que 272 pessoas haviam sido detidas em todo o país até o meio da tarde. Embora parte dos atos tenha ocorrido pacificamente, episódios de violência e vandalismo marcaram manifestações em diferentes cidades, aumentando a mobilização das forças de segurança.
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Foto: Reprodução
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Os protestos acontecem após semanas de mobilizações estudantis contra as condições de ensino e a falta de recursos nas escolas. A ampliação das manifestações para outras categorias reflete a insatisfação com a situação econômica e os serviços públicos. O governo francês pediu respeito às pessoas e ao patrimônio, enquanto os atos aumentam a pressão política sobre o presidente Emmanuel Macron.