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Por que a cúpula do PL está irritada com Eduardo Bolsonaro
Foto: Reprodução

Eduardo Bolsonaro

Ninguém vai admitir publicamente, mas a cúpula do PL anda irritada com a postura beligerante do deputado federal licenciado Eduardo Bolsonaro (PL-SP), que já reivindicou para si o protagonismo no tarifaço de 50% imposto pela Casa Branca às exportações brasileiras.

 

No entorno do presidente nacional do PL, Valdemar Costa Neto, a leitura é a de que o filho 03 do ex-presidente Jair Bolsonaro tem se comportado de forma “cega” e “sem estratégia” ao pressionar por sanções às autoridades brasileiras que podem acabar prejudicando setores importantes da economia nacional, como o agropecuário, tradicional reduto de votos do bolsonarismo.

 

Além disso, integrantes da sigla ouvidos reservadamente pela equipe da coluna avaliam que o episódio do tarifaço serviu não só para isolar Eduardo e o campo da direita, mas também para reaproximar o centro da esquerda – com dividendos eleitorais para o presidente Lula em particular, pelo menos momentâneos. O governo tem tido sinais de recuperação de sua popularidade, de acordo com as últimas pesquisas de intenção de voto. A ala mais radical do PL, no entanto, discorda.

 

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O mais recente aborrecimento na ala mais pragmática do PL com Eduardo se deu em relação às declarações do parlamentar licenciado, na última sexta-feira (25), de que os presidentes do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), e da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), também podem ser alvos de medidas como suspensão de vistos e sanções do governo Trump.

 

O temor no partido é o de que a ofensiva de Eduardo sobre a cúpula da Câmara e do Senado não apenas prejudique a própria sobrevivência política do filho de Bolsonaro, mas também enterre de vez qualquer possibilidade de avanço do projeto de lei da anistia.

 

“Presidente da Câmara consegue cassar quem ele quiser. Se o Eduardo Cunha cassou Dilma Rousseff, o Hugo Motta não consegue cassar um deputado?”, diz um interlocutor de Bolsonaro ouvido reservadamente pela equipe do blog.

 

“O problema do Eduardo é que ele não é jogador de xadrez, é de jogo da velha. Não consegue ter um raciocínio mais elaborado e sofisticado. É tudo na força bruta.”


Eduardo se tornou alvo de um inquérito aberto em maio deste ano pelo ministro Alexandre de Moraes, a pedido da Procuradoria-Geral da República (PGR), por articular a aplicação de sanções do governo Trump contra integrantes do STF num momento em que os magistrados se debruçam sobre a trama golpista.

 

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Conforme informou a colunista Bela Megale, a crise do tarifaço desgastou a imagem de Eduardo entre os setores que gravitam em torno do bolsonarismo – e fez com que o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) passasse a ganhar força entre expoentes do Centrão para concorrer à Presidência da República em 2026. Flávio é considerado no Congresso e por integrantes do PL um quadro mais moderado e com maior habilidade política para negociações nos bastidores.

 

Mas Eduardo segue forte no núcleo duro bolsonarista. A pesquisa Genial/Quaest divulgada no último dia 17 apontou um aumento expressivo do deputado na preferência de bolsonaristas na corrida pelo Palácio do Planalto caso seu pai – que está inelegível – fique mesmo de fora das urnas no ano que vem.

 

De acordo com o levantamento, 22% dos eleitores que se declararam seguidores do ex-presidente responderam preferir Eduardo.

 

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São 12 pontos percentuais a mais do que o registrado na última pesquisa do instituto, divulgada em junho e baseada em entrevistas realizadas no fim de maio.

 

Fonte: O Globo

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