Análise de quase 500 espécies derruba o Paradoxo de Darwin e aponta que interações servem para reduzir conflitos e garantir a sobrevivência em ambientes hostis
O comportamento sexual entre indivíduos do mesmo sexo (SSB, na sigla em inglês) é comum no reino animal, mas sua função evolutiva sempre intrigou cientistas. Agora, um novo estudo massivo liderado pelo Imperial College London, no Reino Unido, sugere que essas interações não são “acidentais”, mas sim uma estratégia evolutiva crucial para a sobrevivência em ambientes difíceis.
A pesquisa, publicada nesta segunda-feira (12) na revista Nature Ecology & Evolution, analisou dados de 491 espécies de primatas e encontrou registros de comportamento homossexual em 59 delas, incluindo lêmures, gorilas e diversas espécies de macacos.
Os cientistas descobriram que o sexo entre primatas do mesmo sexo é mais frequente em espécies que vivem em condições de alto estresse social ou ambiental.
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Durante muito tempo, biólogos consideraram o comportamento homossexual um “paradoxo darwiniano”, pois seria uma ação que teoricamente não passaria genes adiante e, portanto, não deveria ter sido selecionada pela evolução.

Foto: Reprodução
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No entanto, o estudo derruba essa visão ao mostrar que o SSB traz vantagens indiretas. Em macacos rhesus, por exemplo, machos que montam em outros machos formam alianças mais fortes. Essas “amizades coloridas” ajudam os animais a combaterem rivais juntos e, futuramente, garantem a eles acesso a mais fêmeas, aumentando seu sucesso reprodutivo.