Rendimentos creditados nas contas somam R$ 6,2 bilhões
A caderneta de poupança voltou a respirar após meses de saques maiores que os depósitos. Em maio, a aplicação registrou entrada líquida de R$ 2,6 bilhões, resultado que representa o primeiro saldo positivo de 2026 e indica uma retomada do interesse dos brasileiros pela modalidade de investimento mais tradicional do país.
Os dados divulgados pelo Banco Central mostram que os depósitos superaram os saques ao longo do mês, revertendo a tendência observada nos primeiros meses do ano. Em abril, por exemplo, a poupança havia registrado retirada líquida de R$ 476,4 milhões.
Especialistas apontam que o resultado pode estar relacionado à busca por aplicações consideradas mais simples e seguras, principalmente em um cenário de juros elevados e incertezas econômicas. A facilidade para sacar o dinheiro a qualquer momento também continua sendo um dos principais atrativos da caderneta.
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Atualmente, a poupança segue rendendo 0,5% ao mês mais a Taxa Referencial (TR), já que a taxa Selic permanece acima de 8,5% ao ano. Em maio, o rendimento mensal ficou próximo de 0,67%.
Apesar da recuperação registrada em maio, analistas destacam que a poupança ainda enfrenta forte concorrência de investimentos de renda fixa que oferecem rentabilidade superior, como CDBs, Tesouro Direto e alguns fundos conservadores. Mesmo assim, a tradicional caderneta continua sendo uma das aplicações mais populares entre os brasileiros.
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O resultado positivo foi recebido com otimismo pelo setor financeiro, já que interrompe uma sequência de meses de desempenho fraco. Agora, a expectativa é saber se a entrada de recursos observada em maio será apenas um movimento pontual ou o início de uma recuperação mais consistente da poupança ao longo de 2026.