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Pré-Copom: Banco Central deve subir Selic para 14,75% e mercado já fala em fim do aperto
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Na próxima quarta-feira, o Copom deve anunciar um novo aumento de meio ponto percentual na taxa Selic, elevando os juros básicos da economia de 14,25% para 14,75% ao ano. A expectativa é compartilhada por economistas de instituições como Santander, C6 Bank, Bradesco, XP Investimentos e Banco Inter.

 

As opiniões, no entanto, divergem sobre os próximos passos: enquanto alguns acreditam que esta será a última alta do ciclo, outros preveem novos aumentos, com a taxa podendo chegar a 15% ao ano. Apesar das divergências, há consenso de que o comunicado do Banco Central deve deixar em aberto a decisão sobre as próximas reuniões. Ainda mais com o cenário internacional incerto com as medidas de Donald Trump.

 

Os analistas veem o atual patamar de juros como já bastante restritivo, com efeitos defasados sobre a atividade econômica. A economista-chefe do Banco Inter, Rafaela Vitoria, destaca que a combinação de desaceleração global, queda no preço das commodities e sinais iniciais de desinflação nos serviços deve reduzir a pressão inflacionária nos próximos meses. A economista projeta que a alta de meio ponto nesta reunião deverá ser a última desse ciclo, encerrando em 14,75%

 

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- No cenário doméstico, os sinais são de desaceleração moderada da economia, mas que pode se intensificar considerando o patamar já bastante restritivo da taxa Selic e o risco de recessão global. Tanto a concessão de crédito como os dados de atividade doméstica, incluindo a produção industrial e o setor de serviços, mostram um ritmo de crescimento menor no primeiro trimestre do ano. O mercado de trabalho ainda segue robusto, mas a geração de novas vagas também tem queda marginal, o que pode contribuir para uma menor pressão salarial nos próximos meses.

 

Para Rafaela, o choque de três pontos nas últimas três reuniões ainda não foi sentido na economia. Os núcleos de inflação permanecem altos, e o mercado de trabalho segue aquecido, o que justifica a postura mais cautelosa da autoridade monetária. O Bradesco espera que o comunicado do Copom mantenha um tom duro, reforçando as incertezas do ambiente internacional e deixando em aberto os próximos passos da política monetária.

 

"Ainda assim, entendemos que o ciclo de alta está chegando ao fim. Projetamos Selic em 14,75% até novembro e o início do ciclo de cortes na reunião de dezembro, encerrando este ano com juros de 14,25%".

 

O Santander também espera que agora que será a última alta do ciclo (antes tinham mais uma alta de meio ponto em junho) e uma comunicação com ênfase em “cautela e flexibilidade”, sem compromissos com novas altas. Já o C6 Bank aponta que, apesar de poucas mudanças nos fundamentos desde a última reunião, a persistência da inflação acima da meta e a incerteza global devem levar o Banco Central a manter o aperto monetário por mais tempo. A projeção da casa é de uma nova elevação da Selic em junho, para 15%, com manutenção desse patamar até o fim de 2026.

 

Em entrevista ao blog, o economista da XP, Caio Megale, salientou que a projeção da entidade é que o BC encerre o ciclo de alta em 15,5%. Para a reunião de maio, Megale espera uma elevação de meio ponto percentual, levando a taxa para14,75%. Já para junho, o economista prevê que o Banco Central deixe as portas abertas: “Vai querer ter flexibilidade. Se precisar, sobe mais. Se puder, para.”

 

No mesmo dia, o Federal Reserve (Fed), o banco central dos Estados Unidos, decidirá também sobre sua taxa de juros e a expectativa é de manutenção dos juros pelo autoridade monetária norte-americana, que deve manter o tom de cautela diante das incertezas globais, como a política de tarifas adotada pelo presidente Donald Trump.

 

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Segundo matéria do Valor, após os dados do payroll virem acima do esperado - criação de 177 mil vagas de trabalho no país em abril, acima do consenso de 138 mil - , os agentes financeiros mudaram suas apostas para o próximo corte nos juros pelo Federal Reserve acontecer acontecer em julho em vez de junho, como era antes dos dados de emprego. Ainda assim, o mercado precifica quatro cortes de 0,25 pontos percentuais (p.p) pelo banco central norte-americano neste ano.

 

Fonte: O Globo
 

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