Manaus entrou em estado de atenção devido à piora da qualidade do ar provocada pela fumaça de queimadas. O prefeito Renato Junior reuniu o Comitê de Crise Climática nesta quarta-feira (23), no Centro de Cooperação da Cidade (CCC), para discutir medidas diante do avanço da fumaça na capital.
De acordo com o monitoramento da Defesa Civil Municipal, a concentração de partículas finas MP2,5 chegou a 188,5 microgramas por metro cúbico (µg/m³), índice classificado como “péssimo”. Segundo Renato Junior, a maior parte da fumaça que encobre Manaus tem origem em queimadas registradas no interior do Amazonas e em estados vizinhos.
O prefeito informou que o Amazonas registrou 757 focos de queimadas nas 24 horas anteriores à reunião, enquanto Manaus teve apenas dois focos identificados no mesmo período. Entre as áreas apontadas como responsáveis pela fumaça estão regiões do interior e estados como Pará, Rondônia e Mato Grosso.
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Para acompanhar a situação, a Prefeitura de Manaus utiliza dois drones para monitorar focos de incêndio e afirma apoiar produtores rurais na redução do uso do fogo. A administração também informou que mais de 45 mil mudas de árvores foram plantadas neste ano, com reforço da irrigação durante o período de estiagem.
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Diante da piora do ar, a Secretaria Municipal de Saúde orienta a população a manter a hidratação, evitar exercícios físicos nos horários mais quentes, usar máscara ao sair de casa e manter os ambientes ventilados. Sintomas como tosse persistente, irritação nos olhos, tontura, fadiga e mal-estar devem ser observados. Denúncias de queimadas podem ser feitas pelo telefone 153, enquanto incêndios de grandes proporções devem ser comunicados ao Corpo de Bombeiros pelo 193.