Moradores de Itapiranga passaram a cobrar explicações do prefeito Thiago Lima após documentos encaminhados ao Portal Ronda Geral AM apontarem supostos pagamentos por combustíveis e lubrificantes destinados à Prefeitura Municipal sem a realização de procedimento licitatório.
De acordo com os denunciantes, que pediram para não serem identificados por receio de represálias, as notas fiscais analisadas indicam fornecimentos direcionados à Secretaria Municipal de Educação, levantando questionamentos sobre a legalidade das contratações e a correta aplicação dos recursos públicos.
Segundo a documentação apresentada, a empresa A D Comércio de Combustíveis Ltda. teria realizado fornecimentos que somam mais de R$ 500 mil à Prefeitura de Itapiranga. Já a empresa M. L. Soares teria fornecido mais de R$ 230 mil em combustíveis e lubrificantes. Os moradores alegam que as aquisições teriam sido efetuadas sem processo licitatório.
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Entre os documentos enviados à reportagem está uma nota fiscal emitida pela empresa M. L. Soares, inscrita no CNPJ nº 14.190.391/0001-69, sediada na Rua Marechal Deodoro, nº 159, Centro de Itapiranga. O documento foi emitido em 5 de junho de 2026, no valor de R$ 50.831,39, tendo como destinatária a Secretaria Municipal de Educação.
Outra nota fiscal apresentada é a NF-e nº 000.000.244, Série 001, emitida em 28 de maio de 2026 pela empresa A D Comércio de Combustíveis Ltda., inscrita no CNPJ nº 13.178.013/0003-69, localizada na Avenida Ademar Grana Viana, nº 1421, bairro Jardim Primavera.

O documento registra o fornecimento de 7.053,846 litros de gasolina comum ao valor unitário de R$ 7,80 por litro, totalizando R$ 55.020,00, também destinados à Secretaria Municipal de Educação.
Na avaliação dos moradores, os documentos fiscais levantam dúvidas sobre o cumprimento das exigências previstas na legislação que rege as licitações e contratos públicos, motivo pelo qual pedem a apuração do caso pelos órgãos de fiscalização e controle.
PEDIDO DE INVESTIGAÇÃO
Diante das informações apresentadas, os denunciantes defendem que o Ministério Público do Estado do Amazonas (MPAM), a Polícia Federal, o Tribunal de Contas do Estado do Amazonas (TCE-AM) e a Câmara Municipal de Itapiranga analisem a documentação para verificar se as contratações observaram os princípios da legalidade, transparência e economicidade na administração pública.
COBRANÇAS À CÂMARA MUNICIPAL
Os moradores também cobram uma atuação mais efetiva da Câmara Municipal de Itapiranga na fiscalização dos atos do Poder Executivo.
Entre os parlamentares citados estão os vereadores Liphio Viana, Michel Serrão, Paulo Góis, Marília Silva e Táxi Hilton, apontados como integrantes da base de apoio do prefeito Thiago Lima.
Segundo os denunciantes, cabe aos vereadores exercer o papel fiscalizador previsto na Constituição, acompanhando a aplicação dos recursos públicos e adotando as medidas cabíveis caso sejam identificados indícios de irregularidades.
DIREITO DE RESPOSTA
O Portal Ronda Geral AM informou que procurou as empresas mencionadas na denúncia, o presidente da Comissão de Licitação do Município, Domingos Carvalho de Souza, além de vereadores da base governista, por meio de ligações telefônicas e mensagens via WhatsApp. Até o fechamento da reportagem, não houve retorno.
A reportagem conseguiu contato com o proprietário da empresa A D Comércio de Combustíveis Ltda., que informou que os esclarecimentos seriam encaminhados por sua assessoria. No entanto, nenhuma manifestação foi enviada até a publicação da matéria.
Também foram feitas tentativas de contato com a Prefeitura de Itapiranga e com o prefeito Thiago Lima, sem sucesso.
O espaço permanece aberto para manifestações da Prefeitura, do prefeito, das empresas citadas, do presidente da Comissão de Licitação, dos vereadores mencionados e de todos os demais envolvidos na reportagem.
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Caso sejam apresentados esclarecimentos, documentos ou novas informações, a matéria poderá ser atualizada em respeito ao contraditório, à ampla defesa e ao compromisso com a transparência e a correta informação ao público.