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Premier de Israel comparece a tribunal em Tel Aviv para depor em julgamento sobre casos de corrupção
Foto: Reprodução

O primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, compareceu ao Tribunal Distrital de Tel Aviv nesta segunda-feira, após retornar de Washington, onde se encontrou com o presidente americano, Donald Trump, para dar continuidade ao julgamento criminal em que é réu sob acusações de fraude, quebra de confiança e recebimento de suborno.

 

O primeiro depoimento de Netanyahu como parte do processo aconteceu em dezembro de 2024, oito anos após o início das investigações e quatro anos depois do início do julgamento — o primeiro contra um líder israelense no poder. Desde o início da guerra em Gaza até situações médicas envolvendo os juízes do caso acabaram interferindo em oitivas.

 

Em sua primeira aparição neste ano, o premier afirmou que está enfrentando problemas médicos, e que recebeu altas doses de antibióticos, segundo relato do jornal israelense Times of Israel, 1.500 mg por dia. Netanyahu passou por uma cirurgia para remover sua próstata em dezembro de 2024, e teve complicações pós-operatórias, incluindo infecções.

 

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A investigação contra Netanyahu começou em 2016. Ele foi indiciado em três casos envolvendo proprietários de grandes meios de comunicação. No primeiro deles, o Caso 4000, o premier é acusado de ajustar regulamentações para beneficiar uma empresa.

 

A promotoria afirma que os benefícios chegaram a 1,8 bilhão de shekels (R$ 2,9 bilhões). Em troca, ele teria buscado uma cobertura midiática favorável para si e sua família no site de notícias Walla.

 

Já no Caso 2000, Netanyahu é acusado de oferecer a um editor de jornal seu apoio a uma lei que limitaria a circulação de um concorrente em troca de uma cobertura favorável. A lei nunca foi aprovada no Parlamento, e Netanyahu negou as acusações.

 

No Caso 1000, Netanyahu é acusado de receber presentes de luxo, incluindo charutos e champanhe rosa, do produtor de cinema Arnon Milchan e do empresário James Packer.

 

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Em troca, a acusação afirma que Milchan buscava ajuda para renovar seu visto americano e obter benefícios fiscais, o que ele nega. Os presentes foram avaliados em cerca de 700 mil shekels (R$ 1,2 milhões). Netanyahu também rejeitou as acusações, afirmando que os presentes eram gestos de amizade.

 

Fonte: O Globo
 

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