Declarações elevam tensão entre os países em meio a novas sanções dos Estados Unidos
O presidente de Cuba, Miguel Díaz-Canel, respondeu às declarações do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, que mencionou a possibilidade de o país “assumir” a ilha caribenha.
Em publicação nas redes sociais, Díaz-Canel afirmou que Cuba não se renderá diante de ameaças externas. Segundo ele, qualquer tentativa de agressão encontrará resistência do povo cubano, que, de acordo com o presidente, está disposto a defender a soberania nacional.
O líder cubano também classificou as falas de Trump como uma escalada “perigosa e sem precedentes” e pediu atenção da comunidade internacional para o caso, sugerindo que o episódio exige posicionamento global.
Veja também

Dieta do Rei Charles III: alimentos anti-inflamatórios que fazem parte da rotina do monarca
Brasileiro de 23 anos morre após ataque de drone durante combate na Ucrânia
As declarações de Trump ocorreram durante um evento na Flórida, quando ele comentou, em tom considerado por parte da imprensa como descontraído, sobre a possibilidade de os Estados Unidos assumirem o controle de Cuba. O presidente mencionou, ainda, a hipótese de deslocamento militar próximo à costa da ilha, o que gerou reações imediatas.
Veículos de comunicação, como a Associated Press, interpretaram a fala como uma possível brincadeira, já que não houve detalhamento sobre medidas concretas.
SANÇÕES E CENÁRIO DE TENSÃO
O episódio acontece no mesmo dia em que o governo americano anunciou novas sanções contra Cuba, com foco em instituições financeiras estrangeiras e setores estratégicos da economia, como energia e mineração. Washington voltou a classificar o país como uma ameaça à segurança nacional.
As medidas ampliam o embargo econômico em vigor desde 1962 e se somam a restrições recentes, que têm impactado a economia cubana, especialmente nas áreas de abastecimento e energia.
O ministro das Relações Exteriores de Cuba, Bruno Rodríguez, criticou as ações dos Estados Unidos, classificando-as como medidas unilaterais e abusivas.
Apesar do aumento das tensões, os dois países ainda mantêm canais diplomáticos abertos. Em abril, representantes de Cuba e dos Estados Unidos participaram de reuniões em Havana.
Curtiu? Siga o PORTAL DO ZACARIAS no Facebook, Twitter e no Instagram.
Entre no nosso Grupo de WhatApp, Canal e Telegram.
O anúncio das sanções coincidiu com o Dia do Trabalhador, data em que o governo cubano mobilizou manifestações em defesa da soberania nacional em diversas regiões do país.