Indústria puxou crescimento, enquanto agropecuária teve resultado negativo
A atividade econômica brasileira registrou leve crescimento em maio de 2026, segundo o Índice de Atividade Econômica do Banco Central (IBC-Br), considerado uma prévia do Produto Interno Bruto (PIB). O indicador avançou cerca de 0,1% na comparação com abril, resultado acima das expectativas do mercado, que projetavam estabilidade no período.
O desempenho mostra que a economia conseguiu manter o ritmo mesmo diante de um cenário de juros elevados e sinais de desaceleração em alguns setores. O IBC-Br, calculado pelo Banco Central, passou a 111,04 pontos na série ajustada, mantendo o maior nível desde o início da divulgação do indicador, em 2003.
Entre os fatores que influenciaram o resultado, a indústria teve papel importante para sustentar o avanço da atividade. Por outro lado, a agropecuária apresentou queda no período, funcionando como um dos principais pontos de pressão sobre o desempenho geral da economia.
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O resultado de maio ocorre após um primeiro trimestre de crescimento mais forte. Dados do IBGE mostram que o PIB brasileiro avançou 1,1% no primeiro trimestre de 2026 em relação ao trimestre anterior, com crescimento registrado nos três grandes setores: agropecuária, indústria e serviços.
Apesar do resultado positivo, economistas avaliam que a economia brasileira enfrenta desafios para manter uma expansão mais acelerada ao longo do ano. A política de juros restritivos, o comportamento do consumo e os impactos do cenário internacional continuam entre os principais fatores de atenção para os próximos meses.
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O IBC-Br não substitui o cálculo oficial do PIB, que é divulgado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), mas funciona como um termômetro mensal da atividade econômica e ajuda a indicar a direção da economia antes dos dados trimestrais.