Parlamentares japonesas de todo o espectro político, lideradas pela primeira-ministra Sanae Takaichi, uniram forças para exigir mais banheiros femininos no Parlamento do país, que é dominado por homens, mas está se tornando cada vez mais feminino.
Assim como nos negócios e na mídia, as mulheres são sub-representadas na política japonesa. Atualmente, o Japão ocupa a 118ª posição entre 148 países no Relatório Global de Desigualdade de Gênero de 2025 do Fórum Econômico Mundial.
Em uma petição assinada por quase 60 parlamentares, elas pedem especificamente um aumento no número de banheiros femininos perto do plenário. Atualmente, existem apenas duas cabines individuais para mais de 70 parlamentares na Câmara dos Deputados japonesa.
Veja também
.jpeg)
China impõe restrições a importações de carne bovina em 2026
Coreia do Sul põe fim à criação de ursos para extração de bile após sofrer críticas por décadas
"Antes do início das sessões plenárias, muitas parlamentares precisam esperar em longas filas para usar o banheiro", lamentou Yasuko Komiyama, do Partido Democrático Constitucional do Japão, de centro-esquerda.
O edifício do Parlamento foi concluído em 1936, quase dez anos antes de as mulheres japonesas sequer terem o direito de votar nas eleições. Atualmente, a Câmara Baixa possui 12 banheiros masculinos, com um total de 67 cabines individuais. Em contraste, existem apenas nove banheiros e 22 cabines para mulheres, segundo o jornal Yomiuri Shimbun.
Embora gradualmente, a representação feminina no Parlamento japonês tem aumentado: de 45 mulheres eleitas para a Câmara Baixa em 2021 para um recorde de 73 eleitas em 2024, de um total de 465 membros. Na Câmara Alta, a proporção é de 74 mulheres em 248 cadeiras. Esse número ainda está longe da meta do governo de que as mulheres ocupem pelo menos 30% das cadeiras legislativas.
Curtiu? Siga o PORTAL DO ZACARIAS no Facebook, Twitter e no Instagram
Entre no nosso Grupo de WhatApp, Canal e Telegram
A situação não é melhor no Executivo, embora Takaichi tenha prometido uma proporção "escandinava" de mulheres antes de tomar posse em outubro. No fim, ela nomeou apenas duas mulheres entre seus 19 ministros.
Fonte: O Globo