Pesquisa na Coreia do Sul testou suplemento por 24 semanas e identificou melhora em testes e queda de marcador ligado ao Alzheimer
O consumo de probióticos pode contribuir para a saúde cerebral e ajudar a preservar funções cognitivas, como memória, raciocínio e capacidade de aprendizado. Pesquisas científicas têm investigado a relação entre os microrganismos benéficos do intestino e o funcionamento do cérebro, apontando resultados promissores para a prevenção de alterações cognitivas.
Os probióticos são microrganismos vivos que, quando consumidos em quantidades adequadas, podem trazer benefícios à saúde. Eles estão presentes em alimentos como iogurtes naturais, kefir, coalhada e alguns leites fermentados. Esses produtos podem contribuir para o equilíbrio da microbiota intestinal, conjunto de bactérias e outros microrganismos que vivem no sistema digestivo.
A possível relação entre intestino e cérebro é conhecida como eixo intestino-cérebro. Essa comunicação envolve mecanismos do sistema nervoso, imunológico e metabólico. Alterações na composição das bactérias intestinais têm sido associadas a diferenças na memória e em outras funções cognitivas, despertando o interesse dos pesquisadores por estratégias que ajudem a manter esse equilíbrio.
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Em um estudo apresentado no congresso Nutrition 2023, pesquisadores avaliaram 169 pessoas com idades entre 52 e 75 anos. Parte dos participantes apresentava comprometimento cognitivo leve e recebeu o probiótico Lactobacillus rhamnosus GG durante três meses. Os cientistas observaram melhora nas pontuações de testes cognitivos e mudanças na microbiota intestinal entre os participantes que receberam o microrganismo.
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Apesar dos resultados, os especialistas ressaltam que ainda são necessárias novas pesquisas para confirmar os efeitos dos probióticos na prevenção do declínio cognitivo e de doenças como o Alzheimer. Os estudos disponíveis não permitem afirmar que esses produtos impeçam a demência, e o uso de suplementos deve ser avaliado individualmente. Uma alimentação equilibrada e hábitos saudáveis continuam sendo importantes para a manutenção da saúde cerebral.