Apesar da maior procura por crédito, volume de consultas realizadas pelo setor financeiro caiu 13,67% entre agosto e setembro
A busca dos brasileiros por crédito registrou crescimento de 49,56% em setembro de 2026, na comparação com o mesmo mês do ano passado. Os dados fazem parte de um levantamento divulgado nesta quarta-feira (4) pela Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL) e pelo Serviço de Proteção ao Crédito (SPC Brasil), que aponta um aumento expressivo na procura por empréstimos e financiamentos no país.
Apesar da alta, o levantamento mostra que a busca por recursos financeiros não se transforma necessariamente em contratação. Apenas 3,60% dos consumidores consultados conseguiram contratar algum serviço de crédito. Entre aqueles que fecharam operações, 89,13% optaram por empréstimos, enquanto 10,06% contrataram financiamentos.
A pesquisa também revelou que 38,73% dos consumidores consultados apresentavam alguma restrição ativa nos cadastros de inadimplência. Entre as pessoas que procuraram crédito, os homens representaram a maioria, com 53,14% das consultas. Já a faixa etária entre 40 e 49 anos concentrou a maior participação, correspondendo a 24,21% do total.
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Na distribuição regional, o Sudeste liderou a procura por crédito, com 45,66% das consultas. O Nordeste apareceu em seguida, com 21,70%, seguido pelo Sul, com 17,70%, Centro-Oeste, com 8,38%, e Norte, com 6,57%. Apesar do crescimento na comparação anual, o volume de consultas realizadas pelo setor financeiro caiu 13,67% entre agosto e setembro.
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Para o presidente da CNDL, José César da Costa, o aumento da procura está relacionado às dificuldades enfrentadas pelas famílias para manter as contas em dia. Segundo ele, juros elevados e renda comprometida fazem com que muitos consumidores recorram a empréstimos para pagar despesas básicas e quitar dívidas atrasadas. A entidade alerta que a contratação de novos créditos sem planejamento pode agravar o endividamento e dificultar ainda mais a recuperação financeira das famílias.