Alta da cotação da commodity com a guerra e aumento da mistura na gasolina explicam alta de 16%, para 43 bilhões de litros na próxima safra
A nova safra de cana-de-açúcar no Brasil começa com uma mudança clara de estratégia nas usinas: o etanol ganha cada vez mais espaço, enquanto o açúcar perde participação no chamado “mix” de produção.
A tendência é impulsionada principalmente pelo aumento da demanda por biocombustíveis. A produção de etanol deve crescer de forma significativa, com avanço estimado em cerca de 16% na safra 2026/2027, podendo atingir mais de 40 bilhões de litros.
Esse movimento ocorre em paralelo a uma redução na produção de açúcar, que deve cair mais de 7%, refletindo a decisão das usinas de direcionar mais cana para o combustível.
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Um dos fatores centrais dessa mudança é a política energética. O governo ampliou a mistura de etanol na gasolina, atualmente em torno de 30%, com possibilidade de aumento, o que eleva o consumo interno e torna o produto mais atrativo economicamente.
Além disso, a alta e a volatilidade do preço do petróleo no mercado internacional reforçam o papel do etanol como alternativa competitiva, incentivando produtores a priorizarem o biocombustível.
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Carreta carregada de cana-de-açúcar para ser processada
(Foto: Jonne Roriz / Bloomberg)
Na prática, o Brasil entra em uma safra mais “alcooleira”, com foco crescente na produção de energia renovável, ao mesmo tempo em que o açúcar perde espaço relativo, mesmo com demanda global ainda relevante.
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O cenário confirma uma tendência estrutural: a cana-de-açúcar deixa de ser majoritariamente uma commodity alimentar e passa a assumir protagonismo cada vez maior na matriz energética.