O cenário preocupa o mercado global, já que a Indonésia responde por uma parcela significativa da produção mundial de óleo de palma
A produção de óleo de palma da Indonésia — maior produtora mundial da commodity — deve registrar queda em 2026, pressionada por fatores climáticos e econômicos. A avaliação é de entidades do setor, que apontam o fenômeno climático El Niño e o aumento nos custos de fertilizantes como os principais responsáveis pela redução na oferta.
O El Niño, que deve ganhar força ao longo de 2026, tende a provocar períodos mais intensos de calor e seca em diversas regiões da Ásia, incluindo áreas produtoras de palma. Esse cenário climático afeta diretamente o desenvolvimento das plantações, reduzindo a produtividade e impactando a colheita nos meses seguintes.
Especialistas explicam que, no caso do óleo de palma, os efeitos do clima não são imediatos, mas aparecem com atraso, devido ao ciclo da cultura. Assim, períodos de seca podem comprometer a produção por vários meses, levando a quedas significativas no rendimento das plantações. Outro fator determinante é o aumento no custo dos fertilizantes, que tem levado produtores a reduzir a aplicação desses insumos nas lavouras.
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Com menos nutrientes disponíveis, as plantas produzem menos, o que contribui para a queda geral da produção. Além disso, há sinais de redução nas importações de fertilizantes, o que reforça a tendência de menor uso no campo e impacto negativo nos rendimentos.
O cenário preocupa o mercado global, já que a Indonésia responde por uma parcela significativa da produção mundial de óleo de palma. Qualquer redução na oferta do país pode afetar preços internacionais e o abastecimento de diversos setores, desde a indústria alimentícia até a produção de biocombustíveis.
Relatórios do setor já indicavam que a produção global poderia cair milhões de toneladas em 2026, refletindo não apenas os efeitos climáticos, mas também questões estruturais e políticas no país asiático.
Apesar das projeções de queda, a demanda pelo óleo de palma segue forte em todo o mundo, o que pode manter os preços elevados ou voláteis ao longo do ano. Isso porque o produto é amplamente utilizado em alimentos processados, cosméticos e combustíveis, sendo um dos óleos vegetais mais consumidos globalmente.
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Diante desse cenário, analistas avaliam que 2026 será um ano de incertezas para o setor, com o equilíbrio entre oferta e demanda sendo influenciado diretamente por fatores climáticos, custos de produção e decisões políticas. A combinação desses elementos pode redefinir o comportamento do mercado internacional de óleo de palma nos próximos meses.