Partido de Lula tem 19 candidatos em 16 estados e no Distrito Federal
O Partido dos Trabalhadores (PT) decidiu abrir mão de candidaturas próprias ao Senado em dez estados nas eleições de 2026. A estratégia faz parte das negociações para ampliar a base de apoio à candidatura à reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva e preservar alianças consideradas prioritárias nos estados, mesmo que isso signifique ceder espaço aos partidos aliados.
A orientação da direção nacional é priorizar acordos com legendas da base governista, como MDB, PSD, PSB e outros partidos aliados. Em diversos estados, o PT optou por apoiar nomes de outras siglas para o Senado em troca do fortalecimento dos palanques estaduais e da manutenção da coalizão que sustenta o governo federal. A avaliação interna é que alianças amplas aumentam as chances de vitória tanto na disputa presidencial quanto nas eleições estaduais.
A decisão representa uma mudança em relação a pleitos anteriores, quando o partido buscava ampliar sua representação própria no Senado. Desta vez, a prioridade passou a ser a consolidação da frente de apoio a Lula, evitando disputas internas entre aliados e reduzindo conflitos regionais que poderiam enfraquecer a campanha nacional.
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Apesar da estratégia nacional, o PT seguirá lançando candidatos ao Senado em estados considerados estratégicos ou onde a legenda possui maior competitividade eleitoral. A definição final das chapas depende das convenções partidárias e das negociações que continuam ocorrendo entre os partidos até o encerramento do prazo para registro das candidaturas.
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Nos bastidores, dirigentes petistas avaliam que a composição com aliados poderá ampliar a governabilidade em um eventual novo mandato de Lula, caso ele seja reeleito. Ao mesmo tempo, o partido aposta que o fortalecimento dos acordos estaduais contribuirá para manter uma base política mais ampla no Congresso Nacional a partir de 2027.