Presidente da Rússia, Vladimir Putin, ofereceu extensão de um ano ao acordo “New START” que limita arsenais nucleares de EUA e Rússia
O presidente da Rússia, Vladimir Putin, propôs nesta segunda-feira (22/9) ao presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, a prorrogação do New START, único tratado de controle de armas nucleares ainda em vigor entre os dois países. O acordo limita o número de ogivas nucleares estratégicas e mísseis de longo alcance e estava previsto para expirar em fevereiro de 2025.
Putin sugeriu estender o tratado por mais um ano, até fevereiro de 2026, e afirmou durante reunião do Conselho de Segurança em Moscou que a Rússia está disposta a manter os limites numéricos centrais por mais um ano.
“A Rússia está preparada para continuar a cumprir os limites numéricos centrais previstos no Tratado New START por um ano após 5 de fevereiro de 2026. Posteriormente, com base em uma análise da situação, tomaremos uma decisão sobre manter ou não essas restrições autoimpostas de forma voluntária”, declarou o líder do Kremlin durante reunião do Conselho de Segurança do governo russo em Moscou.
A proposta de extensão ocorre em meio à piora das relações entre Moscou e Washington, agravadas pela guerra na Ucrânia que já perdura há mais de três anos no leste europeu, e pela suspensão do New START por Putin em fevereiro de 2023.
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Apesar de tentativas de diálogo, como o encontro entre Trump e Putin no Alasca em agosto, negociações para renovar ou reformular o acordo ainda não começaram.
Putin destacou que a prorrogação só será possível se os EUA “não tomarem medidas que prejudiquem ou violem o equilíbrio existente das capacidades de dissuasão”.
Segundo ele, a iniciativa busca contribuir para a não proliferação nuclear global e impulsionar o diálogo sobre um futuro tratado.
Assinado em 2010, entre EUA e Rússia, durante os governos de Barack Obama e Dmitry Medvedev. Limita o número de ogivas nucleares estratégicas a 1.550 por país. Restringe o número de mísseis e bombardeiros e estabelece inspeções recíprocas para garantir a transparência.
Suspenso unilateralmente pela Rússia em 2023, com alegações de que as inspeções poderiam favorecer espionagem militar.
Expira em 2026, sem, até agora, sinais de renovação ou novo tratado substituto. Durante a reunião, Putin ressaltou que a estabilidade estratégica “continua a se deteriorar” devido a ações do Ocidente, que, segundo ele, “minaram significativamente a cooperação entre potências nucleares”.
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O russo garantiu que Moscou está pronta para responder a qualquer ameaça com medidas militares e tecnológicas, mas afirmou que não pretende aumentar tensões ou fomentar uma corrida armamentista.
Fonte: Metrópoles