Senador aparece com 26% das intenções de voto na pesquisa estimulada; Roberto Cidade, Maria do Carmo e David Almeida vêm na sequência.
O senador Omar Aziz (PSD) aparece na liderança da corrida pelo Governo do Amazonas, segundo pesquisa Quaest divulgada nesta terça-feira (25). O levantamento, encomendado pela Rede Amazônica, mostra o parlamentar com 26% das intenções de voto na pesquisa estimulada, quando os nomes dos candidatos são apresentados aos entrevistados.
Na sequência aparecem Roberto Cidade (União Brasil), com 18%; Professora Maria do Carmo (PL), com 16%; e David Almeida (Avante), com 15%. Cabo Daciolo (Mobiliza) soma 2%, enquanto Isael Munduruku (Rede) tem 1%. Gilberto Vasconcelos (PSTU) não pontuou.
Entre os entrevistados, 6% disseram que pretendem votar em branco ou nulo ou que não pretendem votar. Outros 16% ainda estão indecisos.
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Quando os nomes dos candidatos não são apresentados, Omar Aziz também aparece à frente, com 10% das citações. Professora Maria do Carmo tem 7%, Roberto Cidade aparece com 6% e David Almeida registra 4%.
Cabo Daciolo soma 1%, enquanto os demais candidatos mencionados pelos entrevistados chegam a 1%. O destaque, nesse cenário, é o número de eleitores que ainda não definiram o voto: 70% não souberam ou não responderam.
CENÁRIOS DE SEGUNDO TURNO
A pesquisa também simulou possíveis disputas em segundo turno. Omar Aziz aparece numericamente à frente de Professora Maria do Carmo, com 45% contra 44%.
Contra Roberto Cidade, o senador registra 44%, enquanto o deputado estadual aparece com 40%. Já diante de David Almeida, Omar chega a 49%, contra 36% do prefeito de Manaus.
Em outros confrontos, Roberto Cidade aparece à frente de Professora Maria do Carmo por 43% a 38%. Maria do Carmo tem vantagem numérica sobre David Almeida, por 41% a 40%. Entre Cidade e David Almeida, o deputado registra 41%, contra 39% do prefeito.
AVALIAÇÃO DO GOVERNO ESTADUAL
O levantamento também perguntou aos eleitores sobre os rumos da administração estadual. Para 24%, o próximo governador deveria manter o trabalho realizado atualmente. Outros 35% defendem mudanças apenas nos setores que apresentam problemas, enquanto 39% consideram necessária uma mudança completa no governo.
A saúde foi apontada como o principal problema do Amazonas por 32% dos entrevistados. Em seguida aparecem violência, com 17%, e infraestrutura, com 9%.
A gestão estadual é aprovada por 56% dos entrevistados, enquanto 24% desaprovam e 20% não souberam ou não responderam. Na avaliação geral, 32% consideram o governo positivo, 39% classificam como regular e 19% como negativo.
Sobre a possibilidade de o governador Wilson Lima eleger um sucessor, 34% afirmaram que ele merece conseguir o feito, enquanto 58% disseram que não.
INFLUÊNCIA DE LULA E FLÁVIO BOLSONARO
A pesquisa também avaliou a preferência dos eleitores por candidatos alinhados a diferentes grupos políticos. Um total de 34% disse preferir um governador aliado do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, enquanto 28% optam por um aliado de Flávio Bolsonaro. Outros 33% preferem um governador independente.
O apoio de Lula aumentaria a chance de voto para 27% dos entrevistados. Para 35%, o apoio não faria diferença, enquanto outros 35% afirmaram que a manifestação diminuiria a possibilidade de votar no candidato apoiado pelo presidente.
No caso de Flávio Bolsonaro, 32% disseram que seu apoio aumentaria a chance de voto, 36% afirmaram que não mudaria a decisão e 29% disseram que diminuiria a possibilidade de escolha.
REJEIÇÃO E DEFINIÇÃO DO VOTO
David Almeida aparece com a maior rejeição entre os candidatos avaliados. Segundo a pesquisa, 54% afirmaram conhecê-lo e disseram que não votariam nele. Omar Aziz e Roberto Cidade aparecem empatados, com 41%.
Professora Maria do Carmo registra 26% de rejeição, seguida por Cabo Daciolo, com 23%; Gilberto Vasconcelos, com 11%; e Isael Munduruku, com 9%.
A pesquisa também mostra que ainda existe espaço para mudança de voto. Para 57% dos entrevistados, a escolha já é definitiva, enquanto 43% afirmam que podem mudar de opinião até a eleição, marcada para 4 de outubro.
A Quaest entrevistou 804 pessoas com 16 anos ou mais entre os dias 21 e 24 de agosto. A margem de erro é de três pontos percentuais, para mais ou para menos, com nível de confiança de 95%.
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O levantamento foi registrado no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o número BR-06252/2026.