Pesquisadora de 27 anos morreu após desenvolver a forma pulmonar da doença; autoridades investigam a origem da infecção e monitoram os contatos
Autoridades da região de Irkutsk, na Sibéria, colocaram 189 pessoas sob monitoramento médico após elas terem tido contato com uma pesquisadora de 27 anos que morreu com suspeita de peste pulmonar. Outras 12 pessoas foram encaminhadas para observação em um instituto especializado no combate à doença. Até o momento, segundo as informações divulgadas, os casos entre os contatos não foram confirmados por exames laboratoriais.
A pesquisadora trabalhava em um instituto especializado em peste e foi internada na terça-feira (29), em um hospital de Shelekhov, inicialmente com sintomas semelhantes aos de uma pneumonia. O quadro evoluiu rapidamente, levando à necessidade de ventilação mecânica. Ela morreu dois dias depois. Funcionários da unidade de saúde também foram colocados em isolamento e o hospital entrou em quarentena.
As autoridades investigam como ocorreu a infecção. Uma das hipóteses é que a pesquisadora tenha contraído a doença durante uma viagem de trabalho à Buriácia, região próxima à Mongólia onde existem focos naturais da bactéria. Outra possibilidade analisada é a ocorrência de um acidente em laboratório envolvendo uma amostra de Yersinia pestis, bactéria responsável pela peste.
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A situação levou o governo regional a convocar uma reunião emergencial da comissão sanitária e epidemiológica, com participação da chefe da agência federal russa de vigilância sanitária, Anna Popova. Segundo o governo, todas as pessoas identificadas como contatos da vítima permanecem sob acompanhamento médico, mesmo com resultados laboratoriais negativos e ausência de sinais clínicos em parte dos pacientes.
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A peste pode se manifestar nas formas bubônica, septicêmica e pulmonar. A transmissão costuma estar associada a pulgas infectadas que parasitam roedores, mas a forma pulmonar pode passar de uma pessoa para outra por meio de gotículas respiratórias. Apesar de potencialmente grave sem tratamento, a doença pode ser combatida com antibióticos quando identificada precocemente. A Rússia registrou seu último caso oficialmente confirmado em 2016, quando um menino de 10 anos foi infectado após contato com uma marmota contaminada e sobreviveu após receber atendimento médico.