País perdeu 143.458 postos formais desde a aprovação de mudanças, enquanto a informalidade vem avançando
A reforma trabalhista implementada pelo governo de Javier Milei na Argentina ainda não apresentou aumento na criação de empregos formais, segundo dados oficiais analisados pela imprensa argentina. Desde a entrada em vigor das mudanças, o número de postos registrados no setor privado apresentou queda, enquanto a informalidade avançou.
A chamada Lei de Modernização Trabalhista, aprovada em março de 2026, alterou regras relacionadas às relações de trabalho, incluindo mudanças no sistema de indenizações e mecanismos de compensação de horas extras. O governo argentino apresentou a reforma como parte de sua estratégia para estimular a contratação formal e os investimentos.
Segundo dados do Sistema Integrado Previsional Argentino (SIPA), foram destruídos 36.531 postos de trabalho registrados no setor privado desde a entrada em vigor da nova legislação. Considerando o período desde a aprovação da Lei Bases, em 2024, a redução chega a 106.927 vagas formais no setor privado.
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Os indicadores do Instituto Nacional de Estatística e Censos (Indec) também mostram aumento da informalidade. A taxa de trabalhadores informais passou de 41,4% para 45% entre o segundo trimestre de 2024 e o mesmo período de 2026. Já a taxa de desemprego chegou a 7,9% no segundo trimestre deste ano, segundo o órgão oficial.
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O cenário ocorre enquanto o governo de Milei defende que a flexibilização das regras trabalhistas pode facilitar novas contratações no futuro. Sindicatos, por outro lado, criticaram mudanças que consideram prejudiciais aos direitos dos trabalhadores. Os dados disponíveis até agora mostram o comportamento do mercado de trabalho nos primeiros meses da reforma, sem permitir concluir ainda quais serão seus efeitos de longo prazo.