O número de focos de calor no Amazonas apresentou uma queda expressiva na segunda quinzena de outubro. Entre os dias 13 e 19 de outubro, o estado registrou 363 focos, 641 a menos do que na semana anterior, segundo dados do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe) divulgados pelo Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima. Apesar da redução, as autoridades mantêm as operações de combate aos incêndios florestais.
A diminuição ocorre em meio ao reforço das ações federais na região. Em outubro, o governo informou que as operações de combate ao fogo já haviam extinguido centenas de incêndios desde o início das atividades, em junho. A estrutura mobilizada inclui aeronaves, brigadistas, embarcações e veículos para transportar equipes e equipamentos até áreas de difícil acesso.
Em junho de 2026, o governo federal disponibilizou R$ 337,4 milhões por meio de medida provisória para ações de prevenção, fiscalização e combate a incêndios florestais em áreas federais. Os recursos foram distribuídos entre órgãos ambientais, incluindo o Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) e o Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio).
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No Amazonas, um reforço emergencial de R$ 14 milhões também foi anunciado em outubro para apoiar as operações. O dinheiro foi empenhado para auxiliar na logística, na aquisição de equipamentos de proteção e combate ao fogo e na contratação de duas aeronaves adicionais.
Outro investimento é o projeto ProAmazon, apoiado pelo Fundo Amazônia. Dos R$ 45 milhões previstos para o programa, R$ 34,7 milhões já haviam sido desembolsados até março de 2026. A iniciativa contribui para fortalecer a estrutura de prevenção e combate a incêndios, incluindo equipamentos e veículos para o Corpo de Bombeiros Militar do Amazonas.
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Apesar da redução semanal dos focos de calor, o cenário ainda exige atenção. As queimadas provocam danos à vegetação, ameaçam animais silvestres, prejudicam a qualidade do ar e afetam comunidades que vivem na região. As autoridades reforçam que a prevenção, a fiscalização e o combate ao uso irregular do fogo são fundamentais para evitar novos incêndios e reduzir os impactos ambientais na Amazônia.