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Queimadas levam Ministério da Saúde a reforçar assistência em 12 municípios do Amazonas
Foto: Divulgação

Força Nacional do SUS realiza levantamento da rede de saúde e monitora a necessidade de insumos, incluindo oxigênio, diante dos impactos da fumaça sobre a população.

O Ministério da Saúde, em parceria com o Governo do Amazonas e as prefeituras, intensificou o monitoramento dos impactos das queimadas sobre os serviços do Sistema Único de Saúde (SUS) no estado. A atuação inclui visitas técnicas, apoio às gestões municipais e mobilização da Força Nacional do SUS (FN-SUS) para identificar necessidades e garantir a continuidade da assistência à população.

 

Até o momento, 12 municípios amazonenses foram identificados como necessitados de algum tipo de suporte nos serviços de saúde. As equipes trabalham na avaliação da estrutura disponível e na organização de medidas preventivas para evitar problemas no atendimento durante o período de queimadas e fumaça intensa.

 

Entre as principais preocupações está a manutenção do abastecimento de insumos essenciais à assistência médica, especialmente os utilizados no atendimento a pacientes com problemas respiratórios. O Ministério da Saúde também acompanha a demanda por oxigênio medicinal nos municípios e nos Distritos Sanitários Especiais Indígenas (DSEIs).

 

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O levantamento inclui a análise do consumo de oxigênio nos territórios e da capacidade de fornecimento das empresas que atuam no Amazonas e em outras regiões do país. O objetivo é verificar se há condições de atender a eventuais situações de emergência.

 

O abastecimento regular de oxigênio nas unidades de saúde do SUS é responsabilidade das gestões locais. No entanto, em situações de calamidade que coloquem vidas em risco, o Ministério da Saúde pode prestar apoio para garantir o fornecimento do insumo por meio de seu poder de compra.

 

FORÇA NACIONAL DO SUS AVALIA SITUAÇÃO DA REDE DE SAÚDE

 

No início desta semana, uma equipe da Força Nacional do SUS iniciou, em articulação com as autoridades sanitárias locais, a elaboração de um diagnóstico da situação da rede de saúde no Amazonas.

 

O trabalho busca identificar as principais necessidades dos serviços e orientar a preparação das unidades para atender pacientes afetados pela exposição à fumaça. A poluição provocada pelas queimadas pode agravar doenças respiratórias e cardiovasculares, aumentando a necessidade de atendimento médico.

 

Crianças, idosos, gestantes e pessoas com doenças preexistentes estão entre os grupos que exigem atenção especial durante os períodos de piora da qualidade do ar.

 

A avaliação técnica deve contribuir para o planejamento das ações de saúde, a organização dos serviços e a identificação de possíveis necessidades de reforço na assistência, especialmente nas localidades mais afetadas pelos incêndios florestais.

 

QUEIMADAS COLOCAM MUNICÍPIOS EM SITUAÇÃO DE EMERGÊNCIA

 

No dia 10 de outubro, foi decretada situação de emergência em cerca de 36 municípios do Amazonas em razão das queimadas. A medida ocorreu diante dos impactos dos incêndios florestais e da necessidade de ampliar as ações de resposta no estado.

 

Segundo dados divulgados pelo Ministério do Meio Ambiente na quarta-feira (14), o Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) havia extinguido 303 focos de incêndio no Amazonas desde o início das operações de combate.

 

Para reforçar o trabalho das equipes em campo, foram disponibilizadas 11 aeronaves para apoiar as ações de combate ao fogo e o transporte de profissionais e equipamentos.

 

A estrutura inclui seis aviões Air Tractor, empregados no combate direto aos incêndios por meio de lançamentos de água; um avião KC-390, mobilizado pelo Ministério da Defesa para operações com grandes volumes de água; três helicópteros, utilizados tanto no lançamento de água quanto no transporte de brigadistas e equipamentos para áreas de difícil acesso; e uma aeronave Caravan, destinada ao apoio logístico.

 

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As operações aéreas complementam o trabalho das equipes terrestres no enfrentamento dos incêndios florestais. Paralelamente, as autoridades de saúde mantêm o monitoramento das condições de atendimento para reduzir os impactos da fumaça e assegurar assistência à população dos municípios afetados. 

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