Resolvvi registra alta de 368% nas reclamações na última semana da campanha, com relatos de apoiadores de Lula e de Flávio Bolsonaro
Relatos de usuários sobre contas bloqueadas, publicações removidas e restrições nas redes sociais da Meta ganharam força durante a campanha eleitoral. Levantamentos divulgados em outubro apontaram aumento expressivo das reclamações, especialmente envolvendo Instagram e Facebook.
Entre 19 e 25 de outubro, a startup jurídica Resolvvi recebeu pelo menos 20 reclamações relacionadas a bloqueios após publicações políticas. O número representa uma alta de 368% em comparação com a média das quatro sQueixas de bloqueios na Meta após publicações políticas disparam durante período eleitoralemanas anteriores, período que antecedeu o segundo turno das eleições.
Os relatos envolvem apoiadores do presidente Luiz Inácio Lula da Silva e do senador Flávio Bolsonaro, além de pessoas que afirmam ter criticado os dois políticos. Entre os casos citados estão usuários que publicaram fotos com a camisa verde e amarela fazendo o gesto do “L”, criaram páginas de apoio a Flávio ou compartilharam vídeos de campanha.
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Alguns usuários afirmaram ter recebido notificações com justificativas relacionadas a abuso sexual infantil ou conteúdo sexual, embora aleguem que suas publicações não tinham relação com esse tipo de material. Outros disseram que perderam o acesso às contas sem receber explicações claras sobre qual postagem teria provocado a punição.
O Instagram aparece em 80% dos registros envolvendo publicações políticas, enquanto o Facebook representa 31%. Os percentuais se sobrepõem porque alguns usuários relataram bloqueios nas duas plataformas. Também houve reclamações relacionadas ao WhatsApp, incluindo casos de contas suspensas após o encaminhamento de mensagens de apoio a candidatos.
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Segundo a Resolvvi, os relatos não comprovam o motivo de cada bloqueio, mas levantam questionamentos sobre a transparência dos critérios adotados pela Meta e os mecanismos de contestação disponíveis aos usuários. A empresa já havia registrado, na primeira quinzena de outubro, que quase 90% das contas bloqueadas que chegaram ao levantamento foram desativadas definitivamente.