*Por Antônio Zacarias - Apesar da gravidade extrema da insinuação feita publicamente pelo empresário da educação Waldery Areosa, até o momento nem Wellington Lins — apontado por Areosa como o “dono de uma faculdade” supostamente flagrado em um motel de Manaus armado, fumando crack, cheirando cocaína e na companhia de quatro adolescentes — nem sua esposa, Maria Enxofre do Carmo (PL), pré-candidata ao Governo do Amazonas, vieram a público prestar qualquer esclarecimento.
A acusação, ainda que lançada no campo da ameaça e da insinuação, é de uma gravidade que ultrapassa qualquer disputa política. Envolve drogas, arma de fogo e adolescentes — um conjunto de elementos que, se verdadeiro, não admite silêncio, relativização ou jogo retórico. E, se não for verdadeiro, exige reação imediata, firme e inequívoca dos citados.
O fato é que o vídeo circula, o recado foi dado, o nome foi insinuado — e o silêncio permanece. Nenhuma nota, nenhum vídeo, nenhum esclarecimento, nenhuma manifestação pública capaz de afastar a sombra que paira sobre a pré-candidata e seu marido. E, como diz o velho ditado popular que ecoa nas ruas do Amazonas: quem cala, consente.
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O povo amazonense merece respostas. Merece saber se está diante de uma acusação leviana usada como arma política ou de um fato gravíssimo que teria sido abafado. Sobretudo quando uma das personagens centrais pretende governar o Estado. Quem se coloca como alternativa de poder tem o dever de falar claro, de encarar o debate e de não se esconder atrás do silêncio.
A ausência de manifestação até aqui não ajuda, não esclarece e não pacifica. Pelo contrário: alimenta dúvidas, amplia a repercussão e empurra o episódio para o campo institucional e judicial. O Amazonas não pode aceitar que insinuações dessa natureza fiquem sem resposta.
O espaço segue aberto. Mas o relógio político — e o da opinião pública — não para.
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*Antônio Zacarias é fundador e proprietário do PORTAL DO ZACARIAS, atualmente no top 10 dos portais de notícias mais acessados do Brasil. Jornalista experiente, foi editor-geral de diversos jornais da Região Norte, com atuação destacada no Amazonas, onde dirigiu os jornais Diário do Amazonas e O Povo do Amazonas, cujos proprietários eram Dissica Thomaz e o hoje senador Plínio Valério. Durante dois anos, atuou como correspondente do jornal O Globo na Região Norte, a convite de Ascânio Seleme, então coordenador dos correspondentes no Brasil e atual editor-geral de O Globo. Antônio Zacarias é também autor do livro “100 erros de português que todo mundo comete, inclusive você!”, obra voltada à valorização do bom uso da língua portuguesa.