Diego Hernán Dirísio foi preso pela Interpol em 2024 e é acusado pela PF de comandar esquema que teria importado 43 mil fuzis e pistolas para facções brasileiras
O argentino Diego Hernán Dirísio, conhecido como “Mestre das Armas”, foi extraditado da Argentina para o Brasil nesta quarta-feira (9). Apontado pela Polícia Federal como o maior traficante de armamentos da América do Sul, ele é suspeito de abastecer grandes facções criminosas brasileiras com pistolas, fuzis e munições.
Segundo as investigações, Dirísio teria participado da venda de pelo menos 43 mil armas destinadas ao PCC e ao Comando Vermelho. A organização investigada pela PF teria movimentado aproximadamente R$ 1,2 bilhão em três anos, com a importação de armamentos produzidos em países como Croácia, Eslovênia, República Tcheca e Turquia.
Dirísio mantinha uma empresa de importação de armas em Assunção, no Paraguai, que, de acordo com a PF, era utilizada para viabilizar a entrada legal dos armamentos no país vizinho antes do envio clandestino ao Brasil. As investigações apontam ainda que os números de série de parte das armas eram adulterados para dificultar o rastreamento.
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O esquema veio à tona após uma apreensão realizada em 2020, na Bahia, quando policiais encontraram 23 pistolas e dois fuzis. A descoberta levou a uma investigação que posteriormente resultou na Operação Dakovo, deflagrada pela PF em dezembro de 2023 e que teve Dirísio como principal alvo.
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Foto: Polícia Federal
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O argentino foi preso em Córdoba, na Argentina, em fevereiro de 2024, após entrar na lista de procurados pela Interpol. Desde então, a Justiça brasileira buscava sua extradição. A defesa, porém, nega as acusações e afirma que Dirísio era um importador legalmente habilitado e que os números apresentados pela investigação não correspondem à realidade.