*Por Antônio Zacarias - A chamada “nota de repúdio” divulgada por Waldemir Santana não passa de uma tentativa previsível de inverter os fatos e intimidar quem teve coragem de revelar o que aconteceu no Congresso da Federação dos Trabalhadores na Agricultura do Amazonas (Fetagri-AM), realizado em Manaus.
O “PORTAL DO ZACARIAS” reafirma integralmente cada linha da reportagem publicada.
Não há invenção. Não há “narrativa”. Há fatos presenciados por dezenas de delegados, dirigentes sindicais e trabalhadores rurais que estavam no local e viram a confusão instalada após o desaparecimento da ata do congresso.
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O próprio desenrolar dos acontecimentos desmonta a tentativa de vitimização feita por Santana.
A ata do processo eleitoral simplesmente sumiu no momento em que se tornava evidente que a chapa apoiada por ele seria derrotada. E quem saiu do evento levando o documento foi justamente Berenício Lima, figura historicamente ligada ao grupo político-sindical de Waldemir Santana.
Não foi um movimento menor. Foi o ato que inviabilizou a realização da eleição naquele momento. E o episódio não terminou ali.
A própria presidente da entidade, Edjane Rodrigues, registrou Boletim de Ocorrência na Polícia Civil, denunciando o roubo da ata e apontando os responsáveis pelo ocorrido.
Ou seja: não se trata de boato de internet, nem de invenção de jornalista. Existe registro policial do episódio.
Também não é novidade para ninguém do movimento sindical amazonense que o nome de Waldemir Santana aparece há anos cercado de polêmicas relacionadas à condução de entidades sindicais.
Durante décadas no comando do Sindicato dos Metalúrgicos de Manaus, ele construiu uma (má) reputação marcada por disputas internas, denúncias e questionamentos sobre a forma como processos eleitorais eram conduzidos dentro da entidade.
Portanto, quando Santana tenta agora posar de vítima e acusar o “PORTAL DO ZACARIAS” de “narrativa sensacionalista”, a pergunta que fica é simples: por que tantos trabalhadores, delegados e dirigentes presentes no congresso contam exatamente a mesma história?
A tentativa de negar o que aconteceu não apaga os fatos presenciados no local.
O congresso da Fetagri-AM terminou em confusão. A ata da eleição desapareceu. A votação precisou ser suspensa. E uma nova plenária teve que ser convocada para 21 de abril, justamente porque o processo eleitoral foi inviabilizado naquele dia.
Esses são os fatos.
O “PORTAL DO ZACARIAS” não se intimida com notas de repúdio nem com ameaças genéricas de ação judicial. Jornalismo sério se faz com informação, testemunhos e documentos, não com tentativas de silenciar quem divulga aquilo que muitos prefeririam manter escondido.
Se Waldemir Santana acredita que pode resolver essa história com uma nota indignada, está muito enganado.
Porque o que aconteceu naquele congresso não foi uma invenção do “PORTAL DO ZACARIAS”. Foi um episódio presenciado por trabalhadores que foram a Manaus para exercer um direito básico da democracia sindical: votar.
E esse direito foi interrompido de forma escandalosa.
A verdade, por mais que incomode, não se apaga com nota de repúdio.
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* Antônio Zacarias é jornalista e fundador do PORTAL DO ZACARIAS, um dos portais de notícias mais acessados do Brasil e referência no jornalismo digital da Região Norte.
Com longa trajetória na imprensa da Amazônia, foi editor-geral de diversos jornais na Região Norte. No Amazonas, dirigiu os jornais Diário do Amazonas e O Povo do Amazonas, cujos proprietários eram o empresário Dissica Thomaz e o hoje senador Plínio Valério.
Também atuou como correspondente do jornal O Globo na Região Norte durante dois anos, a convite do jornalista Ascânio Seleme, então coordenador dos correspondentes no Brasil e atual editor-geral do jornal.
Antônio Zacarias é autor do livro “100 erros de português que todo mundo comete, inclusive você!”, obra dedicada à valorização do bom uso da língua portuguesa.