Correção de 15,04% eleva o benefício mínimo para R$ 691 e começa a valer em outubro; governo prevê impacto adicional de R$ 22,7 bilhões nas contas do próximo ano
O reajuste de 15,04% do Bolsa Família deverá gerar um impacto adicional de aproximadamente R$ 22,7 bilhões no orçamento de 2027, segundo estimativas da equipe econômica. Como o aumento não estava previsto no Projeto de Lei Orçamentária Anual (PLOA) enviado ao Congresso Nacional em agosto, o governo terá de fazer ajustes para acomodar a nova despesa.
A atualização eleva o benefício mínimo do programa de R$ 600 para R$ 691. O reajuste foi calculado com base na variação acumulada do Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC) entre março de 2023 e agosto de 2026. Os novos valores começam a produzir efeitos financeiros em outubro.
Para 2026, o impacto estimado é de R$ 5,8 bilhões, considerando os pagamentos a partir de outubro. A partir de 2027, a previsão apresentada pelo governo é de aproximadamente R$ 22,7 bilhões por ano em despesas adicionais.
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O Ministério do Planejamento e Orçamento deverá promover o remanejamento de recursos para incorporar a nova despesa ao orçamento. A proposta orçamentária de 2027 prevê limite de R$ 2,576 trilhões para as despesas primárias.
Segundo o secretário-executivo do Ministério do Planejamento, Bruno Moretti, parte dos recursos poderá ser obtida a partir de uma redução na projeção de despesas previdenciárias. A equipe econômica também cita medidas de revisão de gastos e combate a irregularidades como fatores que ajudam a abrir espaço no orçamento.
O governo afirma que a correção busca recompor a perda do poder de compra dos benefícios provocada pela inflação. O Ministério da Fazenda também informou que o reajuste será incorporado ao planejamento fiscal sem alteração da meta estabelecida para as contas públicas.
VEJA COMO FICAM OS VALORES
Com a atualização, os benefícios do Bolsa Família passam a ter os seguintes valores:
Benefício de Renda de Cidadania: R$ 164 por integrante da família;
Benefício Complementar: garante que a soma dos benefícios alcance pelo menos R$ 691;
Benefício Primeira Infância: R$ 173 por criança de zero a sete anos incompletos;
Benefício Variável Familiar: R$ 58 por integrante que se enquadre nas condições previstas no programa.
O valor médio recebido pelas famílias também deverá subir de aproximadamente R$ 675 para R$ 777, de acordo com os cálculos apresentados pelo governo.
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O decreto que oficializou a correção foi publicado em edição extra do Diário Oficial da União nesta quinta-feira (17). Embora tenha entrado em vigor na data da publicação, os efeitos financeiros começam em 1º de outubro de 2026.