Entre os produtos, 428 mil foram retidas no Porto de Santos, em São Paulo. Fisco ainda não fechou balanço nacional
A proximidade da Copa do Mundo de 2026 provocou um aumento na procura por camisas de seleções e clubes, mas também acendeu um alerta das autoridades para o crescimento da pirataria. Somente nos últimos três meses, a Receita Federal apreendeu quase 1 milhão de camisas falsificadas em diferentes operações realizadas pelo país.
De acordo com dados do órgão, mais de 965 mil peças foram retiradas de circulação em ações realizadas no Porto de Santos, nos portos do Rio de Janeiro, no Aeroporto Internacional do Galeão, em operações de fiscalização em São Paulo e em transportadoras na região Norte do país.
O Porto de Santos lidera o ranking das apreensões. Apenas no local foram encontradas centenas de milhares de camisas falsificadas de seleções que disputam o Mundial e de clubes brasileiros. Em uma das ações, fiscais interceptaram um contêiner com cerca de 22 toneladas de material esportivo irregular.
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Segundo estimativas da Receita Federal, o valor de mercado das mercadorias apreendidas chega a aproximadamente R$ 50 milhões. Além disso, a sonegação de impostos relacionada aos produtos irregulares pode ultrapassar R$ 39 milhões, considerando tributos federais e estaduais que deixariam de ser recolhidos.
As autoridades afirmam que a comercialização de produtos falsificados não afeta apenas fabricantes e comerciantes legalizados. O mercado ilegal também está associado a esquemas de contrabando, descaminho, sonegação fiscal e outras atividades criminosas que movimentam milhões de reais todos os anos.
Quando os produtos são apreendidos, a legislação impede que mercadorias falsificadas sejam revendidas. Em alguns casos, as peças passam por um processo de descaracterização para retirada das marcas antes de serem destinadas a ações sociais. Quando isso não é possível, os materiais são destruídos.
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Com a Copa do Mundo já em andamento e a expectativa de aumento nas vendas de artigos esportivos, a Receita Federal informou que continuará intensificando as fiscalizações para combater a entrada e a distribuição de produtos piratas em todo o território nacional.