Um recém-nascido encontrado às margens de um córrego no município de Cosmópolis, no interior de São Paulo, permanece internado em estado grave na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) neonatal da Maternidade de Campinas. O menino foi localizado na madrugada de terça-feira (20), ainda com o cordão umbilical, e apresentava cortes profundos na região do tórax.
A Polícia Civil investiga o caso e passou a considerar a hipótese de tentativa de homicídio, devido às condições em que a criança foi encontrada. Inicialmente, a ocorrência havia sido registrada como abandono de incapaz.
O bebê foi encontrado em uma viela na Rua Guilhermina Kovaleski, no Parque Dona Esther, em uma área próxima a um córrego e utilizada para descarte irregular de lixo. Segundo as informações divulgadas, um morador foi avisado por uma pessoa ainda não identificada, que bateu em seu portão e informou que havia uma criança abandonada nas proximidades.
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Daniel Pereira de Lima contou que ouviu um choro e, inicialmente, pensou que fosse um gato. Ao se aproximar para verificar o que estava acontecendo, encontrou o recém-nascido.
O homem recolheu a criança, entregou o bebê à esposa e acionou as equipes de socorro.
Segundo Naiara Antônia Fonseca, esposa de Daniel, o menino estava sem roupas, com a pele arroxeada e a temperatura corporal abaixo do normal. Ela também percebeu ferimentos na região do abdômen.
A Polícia Militar informou que o recém-nascido ainda estava com o cordão umbilical. A suspeita médica é de que o parto tenha ocorrido cerca de uma hora antes de a criança ser encontrada.
Após receber os primeiros atendimentos em um hospital de Cosmópolis, o bebê foi estabilizado e transferido para a Maternidade de Campinas, onde permanece sob cuidados intensivos. Os médicos identificaram cortes profundos na região do tórax, e a gravidade do quadro exigiu atendimento especializado.
A Polícia Civil apura as circunstâncias do caso e tenta identificar quem deixou a criança no local. De acordo com o delegado Marco Antônio Pozeti, exames e laudos periciais serão fundamentais para esclarecer a origem dos ferimentos e determinar se foram provocados antes, durante ou depois do nascimento, ou se estão relacionados ao próprio parto.
Os investigadores também realizaram diligências em unidades de saúde que acompanham gestantes na região. Até as informações divulgadas na terça-feira (20), as visitas não haviam identificado nenhuma situação suspeita.
A hipótese de tentativa de homicídio passou a ser considerada em razão das condições em que o recém-nascido foi encontrado e do risco ao qual foi exposto. A investigação continuará reunindo provas e resultados de exames para esclarecer o ocorrido.
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O Conselho Tutelar de Cosmópolis também acompanha o caso e informou que acionou a Vara da Infância e da Juventude.