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Rei da Dinamarca visita Groenlândia em meio a interesse de Trump pelo território
Foto: Reprodução

O rei Frederico X iniciou nesta quarta-feira uma visita oficial de três dias à Groenlândia, em um gesto de apoio ao território que vem sendo publicamente cobiçado pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump.

 

Aos 57 anos, o monarca desembarcou em Nuuk, onde foi recebido por dezenas de moradores que agitavam bandeiras locais. No aeroporto, Frederico X foi aguardado pelo primeiro-ministro da Groenlândia, Jens-Frederik Nielsen.

 

“Viemos ver o rei. É importante para nós”, disse um morador durante a recepção. Após o encontro com o premiê, Frederico afirmou à imprensa que era “um grande prazer” retornar à Groenlândia e reencontrar o povo local.

 

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“Essas pessoas e seu bem-estar são muito importantes para mim. Sempre foram e sempre serão”, declarou o soberano. Entre os compromissos desta quarta-feira estão visitas à empresa pesqueira Royal Greenland e ao Comando Ártico, responsável por monitorar e proteger a soberania do Reino da Dinamarca na região.

 

Na quinta-feira, o rei segue para Maniitsoq, cerca de 150 km ao norte de Nuuk, onde se reunirá com empresários locais. Já na sexta, irá a Kangerlussuaq, ainda mais ao norte, para conhecer o centro de treinamento ártico das tropas dinamarquesas.

 

Apesar de um passado colonial marcado por tensões, a monarquia dinamarquesa segue gozando de ampla popularidade entre os groenlandeses. Frederico X, conhecido por gostar de atividades ao ar livre, já participou inclusive de uma expedição de quatro meses pela Groenlândia, em 2000, a bordo do navio de patrulha de elite Sirius, da Marinha da Dinamarca.

 

A visita ocorre em meio às recentes declarações de Trump, que afirma que o controle da Groenlândia é essencial para a segurança dos EUA. O presidente americano chegou a acusar a Dinamarca e países europeus de não protegerem adequadamente a região contra supostas ambições da Rússia e da China.

 

Após semanas de tensão — consideradas uma das maiores crises da Organização do Tratado do Atlântico Norte desde 1949 — Trump recuou da ideia de uma operação militar, após firmar um acordo-quadro com o secretário-geral da Otan, Mark Rutte.

 

O entendimento prevê o fortalecimento da influência americana no Ártico e abre caminho para negociações envolvendo Dinamarca, Groenlândia e Estados Unidos.

 

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Enquanto isso, a presença do rei na ilha é vista como um gesto simbólico de soberania e aproximação com a população local, em um momento de forte pressão internacional.  

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