A relação entre o presidente do Brasil, Luiz Inácio Lula da Silva, e o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, que chegou a viver um momento de aproximação, voltou a enfrentar sinais de tensão nos últimos dias.
O primeiro encontro entre os dois aconteceu em setembro de 2025, em Nova York, durante uma conversa rápida que surpreendeu observadores pela cordialidade, mesmo após meses de críticas públicas entre os dois governos.
Depois desse encontro, Lula e Trump trocaram elogios, fizeram três telefonemas e voltaram a se encontrar na Malásia. Nesse período, os Estados Unidos reduziram parte das tarifas aplicadas a produtos brasileiros e retiraram sanções contra o ministro do Supremo Tribunal Federal, Alexandre de Moraes, e sua esposa, Viviane Barci de Moraes.
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O auge da aproximação seria uma visita oficial de Lula a Trump em Washington, D.C., que chegou a ser mencionada pelo presidente brasileiro como possível para este mês, mas nunca foi confirmada oficialmente.
Apesar do diálogo, divergências entre os dois governos continuaram. O Brasil criticou ataques dos Estados Unidos e de Israel contra o Irã e também questionou o chamado Conselho de Paz criado por Trump, que, segundo especialistas, poderia substituir a Organização das Nações Unidas.
Nos últimos dias, novos episódios voltaram a aumentar o clima de desconfiança entre os dois países. Uma reportagem do UOL revelou que o governo americano avalia classificar como organizações terroristas as facções criminosas brasileiras Primeiro Comando da Capital e Comando Vermelho.
A proposta desagradou o governo brasileiro, que passou a atuar nos bastidores para tentar evitar a decisão.
Além disso, os Estados Unidos incluíram o Brasil em uma investigação comercial envolvendo supostas práticas irregulares ao lado de outros 59 países e blocos econômicos. A medida pode resultar na aplicação de novas tarifas contra produtos brasileiros.
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Outro episódio que aumentou a tensão ocorreu quando o governo brasileiro revogou o visto de entrada do conselheiro do Departamento de Estado americano para assuntos do Brasil, Darren Beattie, cuja visita ao país estava prevista para a próxima semana.