Monitoramento indica desaceleração das cheias e redução do risco de agravamento nas próximas semanas
Os principais rios do Amazonas apresentam sinais de estabilização e perda de força no processo de cheia, segundo o 25º Boletim de Alerta Hidrológico divulgado nesta terça-feira (23) pelo Serviço Geológico do Brasil (Serviço Geológico do Brasil). O relatório indica que o ritmo de elevação dos níveis d’água diminuiu em diversas regiões do estado.
De acordo com o levantamento, a cheia de 2026 tende a se consolidar como um evento de magnitude média, com comportamento estável em cidades como Manaus, Manacapuru e Parintins. A tendência reduz o risco de agravamento das inundações nas próximas semanas, embora os níveis ainda permaneçam elevados em alguns pontos.
Em Manaus, o Rio Negro registrou cota de 28,49 metros, sem variação nas últimas 24 horas. Em Manacapuru, no Rio Solimões, o nível permaneceu em 19,11 metros, também estável. Já em Itacoatiara, houve leve recuo de 1 centímetro, enquanto Parintins manteve estabilidade, com nível ligeiramente abaixo da cota de inundação.
Veja também
.jpg)
Governo amplia investimento histórico para combater desmatamento e incêndios florestais em 2026
O monitoramento das bacias aponta comportamentos distintos. No Rio Negro, a subida desacelerou significativamente em toda a extensão, com variações mínimas registradas ao longo da semana. No Rio Solimões, o trecho superior já apresenta início de vazante, enquanto áreas mais baixas seguem estáveis. No curso principal do Rio Amazonas, o padrão predominante é de pequenas oscilações dentro da normalidade histórica.
Segundo o boletim, o encerramento da estação chuvosa na região veio acompanhado de redução das chuvas em diversas bacias, como as dos rios Juruá, Madeira e Jutaí. O órgão alerta ainda para atenção especial ao Alto Solimões, onde o processo de vazante mais intenso pode influenciar o comportamento hídrico nos próximos meses.
O acompanhamento das condições é feito pela Diretoria de Hidrologia e Gestão Territorial do SGB em parceria com instituições de pesquisa e defesa civil, com dados disponíveis em sistemas públicos de monitoramento e alerta.