Categoria acusa atrasos salariais, falta de depósitos trabalhistas e descumprimento de acordos; paralisação pode afetar o transporte coletivo da capital.
Os trabalhadores do transporte coletivo de Manaus anunciaram que entrarão em greve a partir da próxima terça-feira (7), após aprovação da paralisação durante assembleia realizada nesta quarta-feira (1º). A decisão foi tomada pelo Sindicato dos Trabalhadores Rodoviários de Manaus, que alega uma série de problemas trabalhistas envolvendo as empresas do sistema de transporte coletivo.
De acordo com o presidente do sindicato, Givancir Oliveira, a categoria enfrenta atrasos frequentes no pagamento dos salários, além da falta de recolhimento do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) e das contribuições ao Instituto Nacional do Seguro Social (INSS). Outro ponto de reivindicação é a forma de pagamento das gratificações.
Segundo o dirigente sindical, atualmente valores referentes a horas extras e à dupla função são creditados em um cartão-benefício, mas os trabalhadores exigem que esses pagamentos sejam feitos diretamente em dinheiro.
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"A categoria já não suporta mais essa situação. Os trabalhadores querem receber seus direitos de forma correta e dentro dos prazos estabelecidos", afirmou Givancir Oliveira.
JUSTIÇA ACOMPANHA O CASO
A mobilização ganhou força após uma decisão da Justiça do Trabalho, publicada em 29 de junho, relacionada ao atraso no pagamento do adiantamento salarial referente ao mês de junho. Na decisão, a Justiça determinou que o sindicato informasse, em até 24 horas, se os valores haviam sido regularizados pelas empresas.
O processo também menciona um acordo extrajudicial firmado anteriormente, que previa um compromisso de pagamento envolvendo o município. Segundo o sindicato, o acordo ainda não foi cumprido, mantendo o impasse entre trabalhadores, empresas e poder público.
Ainda conforme Givancir, existe uma ação em tramitação na 13ª Vara do Trabalho que busca solucionar definitivamente os problemas enfrentados pela categoria.
EMPRESAS E PREFEITURA SÃO ALVO DA AÇÃO
O processo judicial envolve as nove empresas que operam o sistema de transporte coletivo de Manaus, além da Prefeitura de Manaus e do Instituto Municipal de Mobilidade Urbana (IMMU).
Caso não haja acordo até a próxima semana, a greve poderá comprometer a circulação de ônibus em diversos bairros da capital, afetando milhares de passageiros que dependem diariamente do transporte público.
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O sindicato informou que permanece aberto ao diálogo, mas reforçou que, até o momento, não houve avanços suficientes para evitar a paralisação prevista para a próxima terça-feira.