Segundo dia de greve dos Rodoviários no Rio de Janeiro. Ônibus lotado no Terminal Gentileza
A queda de braço entre rodoviários e empresários do transporte público do Rio continua sem acordo. Em mais uma rodada de negociação realizada nesta quarta-feira (22), no Tribunal Regional do Trabalho (TRT), as partes não chegaram a um entendimento sobre as reivindicações da categoria.
As empresas mantiveram a proposta de reajuste salarial de 5%, enquanto os motoristas reivindicam aumento de 12%. Na negociação, os empresários também ofereceram reajuste de 6% na cesta básica, que passaria a valer cerca de R$ 700.
A proposta, porém, foi rejeitada pelo Sindicato dos Rodoviários. Segundo a entidade, após os descontos, o benefício ficaria em torno de R$ 600, valor considerado insuficiente para melhorar a situação financeira dos trabalhadores.
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Com o impasse, os motoristas decidiram manter o estado de greve, medida que permite uma paralisação a qualquer momento. Apesar disso, o presidente do Sindicato dos Rodoviários, Sebastião José, afirmou que não existe previsão de uma nova greve neste momento.
A categoria fará uma assembleia nesta quinta-feira (23), às 16h, na sede do sindicato, em Rocha Miranda, na Zona Norte do Rio, para avaliar o resultado da negociação e definir os próximos passos do movimento.
O sindicato informou ainda que pretende recorrer à Justiça. As partes têm prazo de dez dias para apresentar recurso ao TRT.
Inicialmente, os trabalhadores chegaram a pedir reajuste salarial de 17%, mas reduziram a proposta para 12%. Segundo representantes do sindicato patronal, o Rio Ônibus, não haverá uma nova oferta de aumento nos salários.
Além do reajuste, os motoristas também reivindicam mudanças em outros pontos, como a atualização do valor da cesta básica e melhorias no intervalo de 30 minutos destinado ao almoço.
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A paralisação que estava prevista anteriormente foi suspensa no dia 2 de julho, após a categoria apostar no avanço das negociações. Desde então, foram realizadas reuniões mediadas pelo TRT nos dias 30 de junho, 1º, 6, 15 e 22 de julho, mas o acordo ainda não saiu.