Evento em Moscou terá formato reduzido em meio ao contexto da guerra na Ucrânia
A Rússia anunciou que não exibirá equipamentos militares no tradicional desfile do Dia da Vitória, celebrado em 9 de maio, que marca a derrota da Alemanha nazista na Segunda Guerra Mundial. A decisão foi divulgada pelo Ministério da Defesa nesta terça-feira (28) e está relacionada à atual “situação operacional” do país.
Realizado anualmente na Praça Vermelha, o evento costuma ser palco de demonstrações de força, com tanques, mísseis e outros equipamentos militares. Neste ano, porém, a tradicional coluna de armamentos, além de escolas militares e corpos de cadetes, não participará da cerimônia.
Apesar das mudanças, o desfile contará com a presença de integrantes das Forças Armadas e incluirá exibições aéreas. Aeronaves de acrobacia devem sobrevoar Moscou, enquanto caças Su-25 estão previstos para encerrar o evento, colorindo o céu com as cores da bandeira russa.
Contexto de guerra influencia decisão
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A alteração ocorre em meio à continuidade da guerra na Ucrânia, iniciada em 2022. Segundo o governo russo, o desfile também deve apresentar vídeos de militares em atuação na chamada “operação militar especial”, termo utilizado por Moscou para se referir ao conflito.
A celebração do Dia da Vitória tem forte peso simbólico no país e é frequentemente utilizada pelo presidente Vladimir Putin para reforçar a narrativa histórica da vitória soviética na guerra.
Nos últimos anos, o governo russo tem associado esse passado à atual política externa, justificando ações militares contemporâneas. Já a Ucrânia e países ocidentais contestam essa interpretação e criticam a ofensiva russa, classificando-a como uma violação da soberania ucraniana.
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Mesmo com a redução na exibição de armamentos, o desfile deste ano deve manter seu caráter simbólico e político, refletindo o momento atual vivido pelo país.