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Senado dos EUA barra proposta que limitaria ação militar de Trump contra Cuba
Foto: Divulgação

Medida apoiada por democratas foi rejeitada e mantém poderes do presidente sem aval prévio do Congresso

O Senado dos Estados Unidos rejeitou, nesta terça-feira (28), uma proposta que buscava restringir a capacidade do presidente Donald Trump de autorizar ações militares contra Cuba sem aprovação prévia do Congresso.


A medida, apresentada por parlamentares do Partido Democrata, foi derrotada por 51 votos a 47, em uma votação marcada pela divisão entre republicanos e democratas. A resolução pretendia obrigar o governo a obter autorização legislativa antes de qualquer intervenção militar no território cubano.


Apesar da maioria republicana ter barrado o projeto, dois senadores do próprio partido votaram a favor da proposta, alinhando-se à oposição. O debate reflete preocupações crescentes no Congresso sobre o alcance dos poderes do presidente em decisões envolvendo conflitos internacionais.
Tensão crescente com Cuba

 

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Nos últimos meses, Trump tem intensificado a pressão sobre o governo cubano, tanto no campo econômico quanto político. Medidas como restrições comerciais e ações para limitar o fornecimento de combustível à ilha elevaram o clima de tensão entre os países.


Além disso, declarações recentes do presidente norte-americano sugerindo a possibilidade de uma intervenção militar aumentaram o alerta entre parlamentares, que tentam evitar decisões unilaterais sem respaldo do Legislativo.

 

DISPUTA SOBRE PODERES DE GUERRA

 

A proposta rejeitada fazia parte de uma série de tentativas dos democratas de reforçar o papel do Congresso nas decisões de guerra, com base na legislação conhecida como War Powers Act. No entanto, iniciativas semelhantes já foram barradas anteriormente, inclusive em debates relacionados a outros países.


Enquanto aliados de Trump defendem que o presidente tem autoridade para agir como comandante-em-chefe em situações emergenciais, críticos argumentam que qualquer ação militar deve passar pelo Congresso para garantir controle e legalidade.

 

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Com a rejeição da medida, o presidente mantém, por ora, liberdade para conduzir a política externa em relação a Cuba sem novas restrições impostas pelo Senado.
 

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