Rússia planeja implantar o míssil balístico intercontinental RS-28 Sarmat ainda neste ano. Arma pode transportar até 15 ogivas nucleares
A Rússia realizou o teste final do míssil balístico intercontinental RS-28 Sarmat, arma nuclear de grande alcance que ficou conhecida no Ocidente pelo apelido de “Satanás 2”, dado pela Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan). O armamento é considerado uma das principais apostas militares do governo de Vladimir Putin para reforçar o poder nuclear russo.
Segundo autoridades russas, o teste marcou a etapa final antes da plena entrada do sistema em operação pelas Forças Armadas do país. O míssil foi desenvolvido para substituir modelos soviéticos mais antigos e possui capacidade de transportar múltiplas ogivas nucleares capazes de atingir diferentes alvos simultaneamente.
O RS-28 Sarmat é apontado como um dos mísseis mais poderosos já produzidos pela Rússia. De acordo com informações divulgadas pelo governo russo, a arma teria alcance de até 18 mil quilômetros e capacidade para carregar ogivas hipersônicas altamente destrutivas.
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Especialistas militares afirmam que o míssil foi projetado para driblar sistemas modernos de defesa antimísseis dos Estados Unidos e da Otan. O armamento também poderia utilizar rotas incomuns, incluindo trajetos sobre o Polo Sul, dificultando a interceptação.
A conclusão do teste ocorre em meio ao aumento das tensões entre Rússia e países ocidentais desde o início da guerra na Ucrânia. Nos últimos anos, Moscou intensificou demonstrações de força militar e exercícios estratégicos envolvendo seu arsenal nuclear.

Foto: Reprodução
O apelido “Satanás” surgiu durante a Guerra Fria, quando a Otan classificou mísseis soviéticos de grande porte com codinomes utilizados pelo bloco militar ocidental. O novo Sarmat passou a ser chamado informalmente de “Satanás 2” por analistas e veículos internacionais devido ao seu enorme potencial destrutivo.
Em pronunciamentos anteriores, Vladimir Putin afirmou que o sistema representa uma resposta às ações militares do Ocidente e garantiu que o armamento aumentará a segurança estratégica da Rússia. O presidente russo também declarou que o míssil não possui equivalente no mundo atualmente.
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Especialistas internacionais alertam que o avanço de armas nucleares hipersônicas e de longo alcance amplia preocupações globais sobre uma nova corrida armamentista entre potências militares. O desenvolvimento desses sistemas tem sido acompanhado de perto por Estados Unidos, Otan e aliados europeus.