Doença infecciosa é altamente contagiosa e é transmitida de pessoa para pessoa pelo ar, por meio de tosse, espirro, fala ou respiração. Crianças e imunossuprimidos são os grupos mais suscetíveis a casos graves
O sarampo voltou a preocupar as autoridades de saúde em 2026 após o registro de novos casos no estado de São Paulo. Altamente contagiosa, a doença pode provocar complicações graves, principalmente em crianças pequenas e pessoas que não estão protegidas pela vacinação.
Entre os principais riscos está a pneumonia, considerada a complicação mais comum e uma das principais causas de morte provocadas pelo sarampo em crianças pequenas. O vírus também pode atingir o sistema nervoso e provocar encefalite, uma inflamação no cérebro que pode deixar sequelas e, em casos graves, levar à morte.
Segundo o Ministério da Saúde, a encefalite pode ocorrer em aproximadamente 1 a 4 crianças a cada mil infectadas. Entre aquelas que desenvolvem essa complicação, cerca de 10% podem morrer. A doença também pode causar otite, perda auditiva e, em situações raras, uma complicação neurológica tardia e fatal chamada panencefalite esclerosante subaguda.
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O sarampo começa geralmente com febre alta, tosse, coriza, conjuntivite e mal-estar. Depois surgem as manchas avermelhadas, que costumam aparecer primeiro no rosto e atrás das orelhas antes de se espalharem pelo corpo. A transmissão ocorre pelo ar e é extremamente fácil: uma pessoa infectada pode contaminar grande parte das pessoas próximas que não tenham imunidade.
A principal forma de prevenção é a vacinação. Diante da circulação do vírus em São Paulo, Guarulhos e São Bernardo do Campo, o Ministério da Saúde ampliou a recomendação e orienta que pessoas de 6 meses a 59 anos sejam vacinadas nessas cidades durante a campanha de multivacinação.
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O Brasil recuperou, em 2024, a certificação de eliminação da circulação endêmica do sarampo, mas casos importados continuam representando risco de novos surtos. Por isso, autoridades reforçam que manter a vacinação em dia é fundamental para evitar que a doença volte a se espalhar de forma sustentada no país.