Presidente norte-americano Trump usou informações falsas para alegar que vacina tríplice viral pode causar morte e deve ser fracionada
A Sociedade Brasileira de Imunizações (SBIm) afirmou que não existe estudo científico que comprove que a vacina tríplice viral aumenta o risco de morte. A manifestação ocorreu após o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, utilizar informações falsas para questionar a segurança do imunizante e defender que a vacina contra sarampo, caxumba e rubéola seja aplicada separadamente.
Segundo o infectologista Juarez Cunha, diretor da SBIm, a vacina combinada é utilizada há décadas em diversos países e não há evidências de aumento do risco de morte associado ao imunizante. A entidade destaca que a tríplice viral utiliza vírus atenuados e é considerada segura e eficaz para prevenir as três doenças.
Informações que circulam nas redes sociais apontam supostamente que a vacina provocaria milhares de mortes. Especialistas, porém, explicam que essas alegações utilizam de maneira inadequada dados do sistema americano VAERS, que reúne relatos de problemas de saúde ocorridos depois da vacinação, mas que não comprovam que a vacina tenha causado esses eventos.
Veja também

Anvisa proíbe chás e cápsulas vendidos como 'emagrecedores' em todo o Brasil
Vacinas de mRNA abrem caminho para nova geração de medicamentos além da imunização
Uma revisão da Cochrane publicada em 2020, que reuniu 138 estudos e dados de mais de 23 mil crianças, não encontrou associação entre a vacina tríplice viral e problemas graves como autismo, asma e diabetes. As reações mais comuns são febre, mal-estar e pequenas manchas na pele, enquanto efeitos graves são considerados extremamente raros.
Curtiu? Siga o PORTAL DO ZACARIAS no Facebook, Twitter e no Instagram
Entre no nosso Grupo de WhatApp, Canal e Telegram
Especialistas também contestam a ideia de dividir a tríplice viral em três vacinas diferentes. Além de não haver evidências de que a separação aumentaria a segurança, a medida poderia dificultar a vacinação ao exigir mais visitas aos serviços de saúde. A experiência do Japão, na década de 1990, é citada como exemplo de queda na adesão após a mudança, seguida pelo aumento de casos de doenças que poderiam ser prevenidas pela vacinação.